quarta-feira, 31 de agosto de 2011

NOSSA OFERTA DEVE TER A MARCA DA GRATIDÃO

A oferta que Deus aceita é cheia de gratidão

O bendito ato de dar é o resultado de um coração agradecido a Deus por suas bençãos.    Costumo dizer, que a oferta que agrada a Deus é a materialização de nossa gratidão.    Se nossa oferta não traz a marca da gratidão, ela se torna ineficaz diante de Deus.
Observemos algumas faces desta nobre virtude – a gratidão:

1.    A gratidão é a memória do coração
A gratidão será sempre a memória do coração; portanto, os ingratos sofrem de amnésia espiritual, porque não possuem memória no coração.
Consideremos que o culto levitico na Antiga Dispensação, não tinha apresentações musicais, nem corais, nem vocais, nem solos; não havia nem pregação.  Mas, todo culto se resumia em ofertas. Ofertas pacificas, ofertas pelo pecado, ofertas de primicias do fruto da terra e de animais.  O culto se resumia em ofertas.
E, tudo o que era trazido para a Casa de Deus, tinha como objetivo – Agradecer a Deus.
Creio que seríamos mais abençoados, se ofertassemos e dizimassemos, movidos por profunda gratidão ao Senhor.  São felizes os crentes que oferecem a Deus sua oferta como sacrificio de ação de graças, como fazia o rei Daví,que dizia:
“Bendize ó minha alma ao Senhor, e tudo o que há em mim, bendiga o seu santo nome.”  (Sl 103:1)

2.  A Gratidão precede a multiplicação
Há crentes que não provam a benção da multiplicação em seus rendimentos, porque são ingratos a Deus.   Jesus antes de multiplicar os cinco pães e dois peixes, nos ensina que não pode haver multiplicação, sem antes haver gratidão:  “E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos,  e os discípulos, pelos que estavam assentados;  e igualmente também os peixes,  quanto eles queriam.” (Jo 6:11)
Crentes ingratos passam pela vida, sem verem o poder multiplicador da benção de Deus.   Mas, o agradecido, vivencia a cada partir do pão, o milagre da multiplicação. (1 Ts 5:18)(Cl 3:17)

É interessante como Deus trabalha na vida de quem é a Ele agradecido.   Quando agradecemos as bençãos recebidas (Sl 103:1,2), estamos preparando o caminho para mais bençãos.                      Deus ve o coração agradecido, como o solo mais fértil para seus gloriosos investimentos.
Deus trabalha assim:   A gente agradece e recebe.  Recebe e agradece;  e porque agradece, continua recebendo.  Bendito ciclo.     Queridos irmãos, não interrompamos este divino processo em nossas vidas,  mas sejamos a Ele agradecidos sempre. 
No milagre que Jesus operou purificando dez leprosos de uma só vez.  Jesus não desejava apenas curá-los fisicamente, mas também salvar suas preciosas almas.   Nove receberam apenas a cura para seus corpos; mas, um que tinha o coração cheio de gratidão, voltou para render-lhe graças.  Nove receberam apenas a cura fisica.  Mas, este foi duplamente abençoado:  Foi curado da lepra completamente e foi salvo pelo poder de Deus (Lc 17:11-19).   Voltemos sempre ao Senhor para agradecer-lhe.   Não tenha dúvidas, que ao voltarmos a Ele, mais bençãos receberemos.

3.   A Gratidão tem fragrancia
A mulher que materializou seu amor e sua honra para com o Senhor Jesus, no jantar em Betanea, segundo o relato do evangelista Marcos (Mc 14:3-9), nos ensina que a gratidão tem fragrancia:
   “E, estando Ele em Betanea assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso,  veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro, com um unguento de nardo puro, de muito preço, e, quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça.
E alguns houve que em si mesmos se indignaram e disseram:   Para que se fez este desperdício de unguento ?
Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros e dá-los aos pobres.   E bramavam contra ela.
Jesus,  porém, disse:   Deixai-a,  para que a molestais ? Ela fez-me boa obra.
Porque sempre tendes os pobres convosco e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes;   mas a mim nem sempre me tendes.
Esta fez o que podia;   antecipou-se a ungir meu corpo para a sepultura.
Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado,  também o que ela fez será contado para sua memória.”
Vejamos agora as características da fragrancia da gratidão:
Primeira:  A fragrancia da gratidão é preciosa
“E, estando Ele em Betanea assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso,  veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro, com um unguento de nardo puro, de muito preço...”  (Mc 14:3)
O que é precioso para nós no sentido monetário, significa normalmente muitos zeros e cifrões.  No entanto, o que valor para Deus, traz consigo o ouro de um coração agradecido.   Pode ocorrer de uma oferta de alto valor nem tocar no coração de Deus.   Mas,  uma oferta, como a da viúva pobre, que certamente fará o coração de Deus se alegrar,  fará sempre a diferença. 
Não devemos esquecer, que aquilo que comove a Deus não é a oferta e seu  valor monetário;  mas,  o coração sincero e grato do ofertante.

Segunda:  A fragrancia da gratidão verte da raiz do coração
O perfume do nardo era extraído da raiz.  E, isto nos leva a pensar que a fragrancia da gratidão verte da raíz de um coração quebrantado (Sl 51:17).

Terceira:   A fragrancia da gratidão revela o quanto amamos ao Senhor
“E, estando Ele em Betanea assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso,  veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro, com um unguento de nardo puro, de muito preço, e, quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça.” (Mc 14:3)

Quarta:   A fragrancia da gratidão que honra ao Senhor,  irrita aos ingratos e avarentos

“E alguns houve que em si mesmos se indignaram e disseram:   Para que se fez este desperdício de unguento ?
Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros e dá-los aos pobres.   E bramavam contra ela.”  (Mc 14:4,5)
Como é criticado, principalmente pelos ímpios, todo crente que é liberal nos dízimos e ofertas.    Por não serem convertidos e não entenderem os princípios da lei da semeadura, chegam a ser implacáveis em suas critícas e impropérios.    Dizem, que somos loucos, fanáticos, e estamos sendo iludidos pelo nosso pastor.
A critica dos avarentos e medíocres, não intimidou aquela mulher.   Seu coração de adoradora e seu amor a Jesus, venceu todos aqueles ataques.  Ela tinha em mente que por mais que fizesse, ainda seria muito pouco diante de tudo o que Jesus tinha feito por ela.  “Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que
me tem feito ?” (Sl 116:12)
 
Quinta:    A fragrancia da gratidão será sempre reconhecida pelo Senhor
“Jesus,  porém, disse:   Deixai-a,  para que a molestais ? Ela fez-me boa obra.
Porque sempre tendes os pobres convosco e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes;   mas a mim nem sempre me tendes.
Esta fez o que podia;   antecipou-se a ungir meu corpo para a sepultura.”   (Mc 14:6-8)

Sexta:  A fragrancia da gratidão rompe as épocas com seu perfume
“Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado,  também o que ela fez será contado para sua memória.”  (Mc 14:9)
Todos sabemos que a preciosidade de um perfume depende de dois fatores: fragrancia e tempo de fixação.    Já mencionei acima um pouco a respeito da fragrancia.    Mas, sobre o tempo de fixação desta fragrancia, o próprio Jesus vaticinou, que aquele perfume seria percebido através dos séculos, onde fosse pregado o Evangelho.  

Pastor Marcos Antonio

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

NOSSA OFERTA DEVE TER A MARCA DA PRIMAZIA

PRIMAZIA
A oferta que Deus aceita é a do ofertante que prioriza Deus e seu Reino

Em 2 Cronicas 2,  o rei Salomão nos concede preciosas lições de que devemos colocar Deus e seu Reino em primazia em nossa escala de prioridades,  vamos a elas:

1.  Eu decido se vou dar a primazia a Deus ou não.  Note o que diz o texto bíblico: “E determinou Salomão edificar uma Casa ao Nome do Senhor...”(2 Cr 2:1)     Ninguém o fará por mim;  devo decidir a colocar  Deus em primeiro lugar.

2.Se desejo dar a primazia a Deus,   a Casa dele vem antes da minha:
“E determinou Salomão edificar uma Casa ao Nome do Senhor, como também uma casa para o seu reino.” (2 Cr 2:1)
A título de observação, nota-se no primeiro Livro dos Reis, que no capítulo 6, Salomão edifica a Casa de Deus (Para ele, priorizar a Deus significa: Primeiro o Senhor e sua Obra);   e somente no capítulo seguinte, o capítulo 7,  Salomão constrói sua casa.
É evidente que quando coloco o Senhor e seu Reino em um plano secundário em minha vida, estou dizendo: “Senhor, primeiro vem as minhas coisinhas, se sobrar tempo e dinheiro, depois eu faço algo para ti”. 
Voce sabia que a honra tem como um de seus fundamentos – a primazia para o alvo de nossa honra (Mt 6:33).
Deus continua dizendo: “Se voce cuidar da minha Casa, Eu cuido da tua!”

3.Todo aquele que dá a primazia a Deus e seu Reino, quer sempre dar o seu melhor:  “E a Casa que estou para edificar há de ser grande, porque o nosso Deus é maior do que todos os deuses.” ( 2 Cr 2:5)
Soube de um irmão que doou um carro estragado para uma igreja, e no mesmo pacote veio os débitos de IPVAs vencidos, e mais de 20 multas.  Isto não é oferta,  isto é presente de grego.
E,  aqueles nossos abençoados irmãos, que ao ouvirem um apelo para socorro aos necessitados, entulham o departamento de Assistencia Social da igreja, com trapos e farrapos, com sapatos furados e sem cadarços,  calças rasgadas, camisas cujos colarinhos parecem que passaram pela casa do rato,  agasalhos tão desbotados que não serve para vestir nem espantalho de roça.     Estes “queridos”, muitas vezes, ainda tocam a trombeta, e dizem para todo mundo que estão ajudando a Obra de Deus.

Uma das virtudes que muito aprecio no meu querido amigo, pastor Silas Malafaia, é o seu constante desejo de fazer o trabalho do Senhor com excelencia.  Ao atender a visão dada por Deus para abrir igrejas pelo torrão brasileiro, sempre diz:  “Não vamos abrir portinhas, templos caindo aos pedaços,  vamos fazer o melhor, vamos fazer com excelencia,  é pra Deus!”

Salomão amava a excelencia, e  assim construiu a Casa de Deus.
 Em 2 Cronicas 2:7, lemos que ele usou a melhor mão de obra, os melhores profissionais da época.  “Manda-me, pois, agora um homem sábio para trabalhar em ouro, e em prata, e em bronze, e em ferro, e em púrpura, e em carmezim, e em azul;   que saiba lavrar ao buril,  juntamente com os sábios que estão comigo em Judá e em Jerusalém, os quais Daví, meu pai preparou.”

Em 2 Cronicas 2:8, diz que ele usou o melhor material.  Nada de madeira velha, de segunda;   nada de madeira carunchada ou podre.  Salomão usou o melhor.  Porque quem honra faz o melhor !     “Manda-me também madeira de cedros,  faias, e algumins do Líbano...”
Jamais esqueço de uma linda experiencia que experimentei do Senhor, quando trabalhava pastoreando uma pequena igreja na cidade de Lakeland, no Estado da Florida, Estados Unidos.   Tinhamos poucos recursos, e não podíamos pagar alguém para fazer a limpeza do templo.  Então, fazia com minha querida esposa Elienai, todo trabalho de limpeza da Casa de Deus.  
Certo dia, quando estava lavando os banheiros; estava ajoelhado para facilitar a limpeza do vaso sanitário;  ouvi nitidamente a voz do Senhor:
- Meu servo, voce ama pregar a minha Palavra ? 
- Sim, Senhor!  Tu sabes que prego tua Palavra com todo amor que tenho por Ti Senhor. – lhe respondi.
O Senhor então, disse-me mais:
- Marcos, Limpe este banheiro como voce prega!  Porque isto voce também está fazendo para mim.
Honrar e priorizar a Deus e sua Obra, significa darmos o nosso melhor para Ele.

Em 2 Cronicas 2:9,   aprendemos com Salomão, que somente quem dá a primazia ao Senhor e ao seu Reino, consegue vislumbrar as grandiosas bençãos que virão certamente.
“... porque a Casa que estou para fazer há de ser grande e maravilhosa.”

1.     Todo aquele que dá a primazia a Deus e seu Reino, jamais dá a sobra ao Senhor
  Provérbios 3:9, nos fala de honrar ao Senhor com todos os nossos bens e com as  “primicias” de toda a nossa renda.  E, primicias falam de primeiros frutos,  primeira produção, Os primeiros animais que nascem de um rebanho.     Tanto é que Abel trouxe para Deus suas primicias:  “Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste.  Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta.”  (Gn 4:4)
Pastor Valdomiro Mota, conta que fora convidado para almoçar na casa de um irmão de sua igreja.  No caminho para o almoço, pastor Valdomiro perguntou ao irmão, se o mesmo era dizimista.
A resposta foi imediata:
- Como ser dizimista, se nunca sobra...  O dia que sobrar, então eu dizimarei.
Após terem almoçado, o pastor, pegou prato por prato da mesa, e foi colocando todas aquelas sobras, em seu prato;  e insinuou que ia comer.   O irmão, na mesma hora o interpelou:
- Por favor pastor!  Temos comida em abundancia,  porque o senhor quer a sobra?...
Pastor Valdomiro responde-lhe com singular sabedoria:
- Não, meu irmão, não pretendo comer a sobra.  A caminho de sua casa,  o irmão me disse que o dia que sobrar, então o irmão dizimaria para Deus.   Eu sou seu pastor, humano, mortal e limitado;  para mim voce não concorda em dar a sobra...E, como voce quer dar a sobra pra Deus ?
Todos já ouvimos falar na famosa Aveia Quaker em, mas poucos sabem quem fundou a empresa ou conhecem a história de sua prosperidade.
Há mais de cem anos, Henry P. Crowell contraiu tuberculose e ficou sabendo que nunca concretizaria sua ambição de tornar-se pregador. Depois de ouvir um sermão de Dwight L. Moody, ele orou: "Senhor, não posso ser pregador, mas posso ser um bom comerciante. Se me permitires ganhar dinheiro, eu o usarei para Teu Serviço."
Um médico aconselhou o jovem Crowell a trabalhar ao ar livre. Ele seguiu o conselho e, depois de sete anos, reconquistara a saúde. Comprou então o pequeno e desmantelado moinho Quaker, em Ravenna, Estado de Ohio. O empreendimento prosperou e, leal à sua promessa, Crowell devolveu fielmente o dízimo. Dentro de dez anos, a Aveia Quaker era um nome conhecido. Durante os 40 anos seguintes, Crowell deu 60 a 70 por cento de sua renda para a causa de Deus!
Henry P. Crowell  é um fiel exemplo de que aquele que coloca Deus e sua Obra em primazia, será alvo certo do derramar das bençãos. 
Quem já não ouviu falar no creme dental Colgate. O dentifrício é apenas um dos produtos das indústria, hoje denominada Colgate-Palmolive, cuja história remonta a 1806, nos Estados Unidos.
William Colgate (1783-1957), filho de uma família de imigrantes ingleses, residentes no interior dos EUA, era ainda muito jovem quando foi tentar a vida em Nova Iorque. Criado em um lar protestante, já conhecia as Escrituras, mas foi longe de casa que as palavras de Jacó, registradas no texto de Gênesis 28:20-22, calaram fundo em seu coração. Decidido a colocar Deus em primeiro lugar em sua vida, fez um voto semelhante ao do patriarca bíblico e prometeu que daria ao Senhor o dízimo de cada dólar que conseguisse ganhar, quando começou a trabalhar em uma pequena manufatura de sabão.
Dois anos depois, William Colgate decidiu começar um negócio próprio, fabricando velas e sabões. À época, esses produtos eram tradicionalmente feitos em casa, para consumo próprio, mas o jovem estava determinado a apostar nesse mercado, ainda que incipiente, e foi em frente. Apostando na qualidade de suas mercadorias e nos preços acessíveis aos consumidores em geral, em poucos anos já estava produzindo além de sabões, outros artigos para higiene pessoal.
Sempre fiel nos dízimos, com o crescimento da empresa, mandou que seu contador abrisse o que chamou de "conta do Senhor", para onde deveriam ser destinados rigorosamente 10% de todo o faturamento da empresa. Conforme os negócios prosperavam, ele passou a creditar naquela "conta" 20% do faturamento, depois 30%, 40%, e, por fim, 50% dos lucros de sua empresa eram dedicados ao Senhor e à Sua Obra.
Instituições evangélicas - principalmente agências missionárias, além de universidades e seminários teológicos norte-americanos - foram grandemente beneficiadas pelo diácono William Colgate, como era conhecido. A prosperidade jamais abandonou, e ele era conhecido como um dos homens mais ricos de Nova Iorque no século 19. 
Depois de sua morte, seus filhos, também cristãos fiéis, continuaram a ofertar liberalmente para a obra. Hoje, 200 anos depois, o empreendimento iniciado por ele, embora já não siga os mesmos princípios, continua a existir, e seu exemplo de vida tornou-se uma fonte inspiradora para cristãos de todo o mundo.
Colgate é um exemplo  para todos aqueles que desejam ter,  a primazia para Deus,  como a marca em seus dízimos e ofertas.

Pastor Marcos Antonio

terça-feira, 9 de agosto de 2011

NOSSA OFERTA DEVE TER A MARCA DA HONRA


“Honra ao Senhor com a tua fazenda, e com as primícias de toda a tua renda.    E se encherão  os teus celeiros abundantemente,  e transbordarão de mosto os teus lagares.”  (Pv 3:9,10)

O verbo “honrar” reveste-se de preciosos significados: honrar significa reverenciar, venerar, distinguir, enobrecer, dignificar, enfim,  atribuir honra.
Se estas verdades não estiverem em nosso ato de dar ao Senhor, nossa oferta não honra a Deus.     Mas, se com amor e sabedoria,  o que entregamos tiver a marca da honra;  sem dúvida, agradaremos ao Senhor.
Honrar ao Senhor, significa dar o nosso melhor.  E, isto vale dizer, que o ofertante mais pobre financeiramente, recebe a aceitação de Deus,  quando o seu melhor (que independe do valor monetário) é revestido de honra.
  
1.    A viúva pobre descrita no Evangelho, nos ensina a honrarmos a Deus:
“E, estando Jesus assentado defronte da Arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro;   e muitos ricos depositavam muito.
Vindo, porém,  uma pobre viúva,  depositou duas pequenas moedas,   que valiam cinco réis.
E, chamando os seus discípulos disse-lhes:   Em verdade vos digo que esta pobre viúva depositou mais do que todos os que depositaram na arca do tesouro.
Porque todos ali depositaram do que lhes sobejava,   mas esta, da sua pobreza,   depositou tudo o que tinha,  todo o seu sustento.”   (Mc 12:41-44)

Preciosas lições encontramos  neste texto bíblico:

1.1  Que Jesus observa a cada ofertante.  Ele sonda nossos corações e sabe qual a verdadeira motivação do nosso ofertar: 
 “E, estando Jesus assentado defronte da Arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro...” 
Voce sabia que antes de Jesus julgar nossos atos, ele julga as motivações destes atos.    Cantar para Ele é algo importante;  mas o Senhor julgará o que nos leva a cantar.   Pregar é nossa missão maior;  mas, a despeito do pregador ser um eximio orador, o Senhor não julga os valiosos talentos do mesmo,  mas, julga  o verdadeiro motivo que o leva a pregar.   De igual modo no caso da contribuição cristã;  é admirável alguém que se dispõe a ofertar para a Obra de Deus,   mas, jamais devemos nos esquecer que Jesus continua junto ao gazofilácio, olhando para nós e sondando as verdadeiras motivações de cada ofertante.

1.2   Que o que impressiona Jesus não é o grande valor monetário da oferta, mas se existe sentimento de honra  no ofertante.   “ ... e muitos ricos depositavam muito.
Vindo, porém,  uma pobre viúva,  depositou duas pequenas moedas,   que valiam cinco réis.”
Certa vez quando fui ministrar a Palavra de Deus na cidade de Hartford, Estados Unidos;  e no final do culto um querido irmão me sensibilizou sobremaneira.  Disse-me que Deus lhe tocara para me dar cincoenta dólares.  Talvez, alguém diria:   Como ficar sensibilizado com uma quantia pequena de cincoenta dólares?          Confesso que lágrimas vieram a minha face e que meu coração foi profundamente tocado, não pelo valor monetário da oferta;  mas pelo valor da honra com que foi dada.
Fiquei sabendo que aquele irmão, trabalhava em serviço pesado, e ganhava dez dólares por hora.  Ao voltar para casa, disse em oração para o Senhor:    Senhor,  este meu irmão deu-me esta oferta, que representa cinco horas de muito trabalho, e trabalho pesado.  Recompensa teu filho com muitas bençãos.  Teu servo, alegrou-me, porque sinto nesta oferta as marcas da excelencia, do amor e da honra.

1.3  Que Jesus mede o valor de nossa oferta, não pelo valor monetário, mas sim,  pelo valor da honra que prestamos a Deus quando ofertamos.
“E, chamando os seus discípulos disse-lhes:   Em verdade vos digo que esta pobre viúva depositou mais do que todos os que depositaram na arca do tesouro.
Porque todos ali depositaram do que lhes sobejava,   mas esta, da sua pobreza,   depositou tudo o que tinha,  todo o seu sustento.”
Este texto nos revela com muita clareza, que a honra mostra sua cara na nobreza.  E, que nem sempre o que se apresenta com as pompas da grandeza traz consigo a nobreza.    Jesus nos ensina que na grandeza da oferta daqueles ricos e poderosos, que depositavam sua oferta,  Ele não encontrou nem honra, nem nobreza.   Mas, naquelas duas pequenas moedas trazidas por aquela pobre viúva, o Senhor viu um coração sincero, cujo desejo era expressar amor e honra ao Senhor e a sua Casa.
É interessante lembrar, que enquanto a multidão e os ricos fazem seus depósitos no gazofilácio,  Jesus permanece silente.   Mas, de repente, chama a atenção de seus discípulos para a viúva e sua oferta,  como dizendo:   “Esta sabe como honrar a Deus!”

2.  Vejamos alguns tipos de ofertas que não honram a Deus:

2.1         A oferta com espírito de barganha
Neste tipo de oferta, o ofertante não visa o Senhor e sua Obra, mas unicamente a si próprio.   Tal ofertante vive na perspectiva do “toma lá, da cá”.   Toda oferta com este propósito não honra a Deus.
Ana é um exemplo de quem servia a Deus por fé e amor, e jamais pelo espírito de barganha.

Primeiro:   Ana faz um pedido a Deus  
“E votou um voto, dizendo:  Senhor dos Exércitos!   Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, mas a tua serva deres um filho varão...”(1 Sm 1:11)

Segundo:   Ana recebe o que pediu       
 “E sucedeu que, passado algum tempo,  Ana concebeu, e teve um filho, e chamou o seu nome  Samuel,  porque dizia ela, o tenho pedido ao Senhor.” (1 Sm 1:20)

Terceiro:   Depois de receber o que pediu, devolve a Deus o que foi pedido 
“Por este menino orava eu;  e o Senhor me concedeu a minha petição que eu lhe tinha pedido.    Pelo que também ao Senhor eu o entreguei,  por todos os dias que viver;  pois ao Senhor foi pedido.  E ele adorou ali ao Senhor “ (1 Sm 1:27,28).
    
Ana nos ensina, que nós podemos honrar  a Deus, quando assim o fazemos.   Muitos não recebem maiores bençãos porque falham neste ponto: Pedem a Deus, o que depois não querem devolver a Ele.    Mas, aqueles que pedem, e depois de receberem, devolvem a Deus o que foi pedido; tal atitude tem a marca da honra.   
Lindas são as palavras de Daví a respeito em 1 Cronicas 29:14  “Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, que tivéssemos poder para tão voluntariamente dar semelhantes coisas ? Porque tudo vem de Ti, e da tua mão to damos.”

2.2        Oferta como esmola
Há cristãos que são reprovados no ato de ofertar, porque o fazem como quem dá uma esmola.
É oportuno destacar a seguinte ilustração contada pelo querido amigo, pastor Edi Marcos Vinagre de Lima em uma de suas ministrações sobre Liberalidade Cristã: 
“O crente passa pelo centro da cidade, e ve um deficiente pedindo um trocado,  então se comove, abre a carteira e lhe dá uma moeda.   Pára no farol,  um menino bate no vidro do carro e lhe pede um trocado, ele novamente se comove, e dá uma moedinha.
Quando chega ao templo para o culto,  canta, glorifica, e até fala em línguas e recebe bençãos.    Mas, quando chega o momento de ofertar,  se  “comove novamente”, abre a carteira o oferece ao Senhor Deus, a mesma moedinha que deu ao deficiente e ao menino do farol.
Em outras palavras, tanto o deficiente como o menino do farol, representam para este crente o mesmo valor – a mesma importancia que Deus e sua Obra.       Esta falta de consciencia tem levado muitos crentes a uma vida de miséria,  pois, quando ofertam,  trazem somente o resto.    Quando abrem a carteira ou a bolsa no culto,  procuram entre as melhores notas,  as famosas moedinhas.
Natanael Passos, um querido amigo do coração, não oferta ou dizima se as notas estiverem velhas e danificadas.  No ato precioso de ofertar,  Natanael é regido pelo principio da honra segundo a Palavra de Deus em Proverbios 3:9,10   “Honra ao Senhor com a tua fazenda, e com as primícias de toda a tua renda.    E se encherão  os teus celeiros abundantemente,  e transbordarão de mosto os teus lagares.” 

2.3        Oferta movida por sentimentos
Por certo voce já ouviu algum crente que diz: “Eu só oferto quando eu sinto” , “se eu sentir eu dou” “enquanto eu não sentir, eu não oferto”.
Esta postura, além de não ter respaldo bíblico, soma-se a verdade inconteste de que nossos sentimentos são instáveis,  momentaneos e por vezes, eles nos enganam.   “Enganoso é o coração do homem,  mais do que todas as coisas, e perverso;   quem o conhecerá ?” (Jr 17:9).
Observemos o texto de 1 Coríntios 16:2    “No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade...”

Primeira lição:   Que a oferta baseia-se no caráter individual:  “cada um de vós” (1 Co 16:2)
Notemos Deuteronomio 16:17, que fala desta verdade:  Cada qual, conforme o dom da sua mão,  conforme a benção que o Senhor, teu Deus, te tiver dado.”

Segunda lição:  Que a oferta deve ter caráter prioritário:  cada um de vós ponha de parte” (1 Co 16:2).  Isto significa, que devo chegar no culto já com minha oferta separada para o Senhor.
No Antigo Testamento, o Senhor ordenava ao povo de Israel, nunca vir para o culto de mãos vazias:  “...ninguém apareça de mãos vazias perante mim.” (Ex 23:15).
Certa vez estava em uma igreja para pregar a Palavra de Deus,  e no importante momento das ofertas,  o pastor presidente daquela igreja, se desculpou ao diácono, dizendo:
- Eu esqueci a minha carteira no outro paletó...
Um pastor que estava mais atrás disse:
- Essa é velha !...
Pelo silencio que fez e pela rosto rubicundo que ficou, concluí, que isto ele fazia frequentemente;   raramente trazia sua oferta ao Senhor.       Penso até hoje, como deve estar aquela igreja?  Porque se o próprio pastor não honra a Deus na contribuição,  o que se espera da  igreja ?


Terceira  lição:   Que a oferta deve estar vinculada ao caráter da proporcionalidade de nossos rendimentos:cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade...” (1 Co 16:2)
Notemos que a Palavra de Deus não diz: “cada um ponha de parte o que sentir, conforme o seu sentimento”  (por certo muitos crentes avarentos, gostariam que assim estivesse escrito).
O que a Bíblia nos ensina, é que a contribuição cristã deve ser metódica e regular.   Como bem escreveu o Pastor Josué de Oliveira, em seu livro  “O Dízimo”:    “Note-se bem a primeira parte do texto sagrado de 1 Coríntios 16:2,  que no primeiro dia da semana, cada membro da igreja em Corinto, deveria dispor a parte o que pudesse ajuntar, conforme a sua renda.    
Como se pode ver, de acordo com os preceitos do Novo Testamento, a contribuição, além de ser voluntária, tem de ser metódica.    Os que defendem a “voluntariedade da contribuição a seu modo”, nem sempre são metódicos.   As suas contribuições, via de regra,  são avulsas e desorganizadas.”

Paulo avisa por carta os crentes de Corinto, que colocassem sua contribuição para o primeiro dia da semana (Ele estava ensinando aqueles crentes que nossa contribuição deve ter regularidade).     Imaginem se aqueles crentes dissessem:   “Paulo, lamentamos te informar que só traremos nossas ofertas e dízimos, quanto sentirmos;  porque ainda não sentimos...”.  Que caos financeiro entraria aquela igreja.
Meus irmãos, tenhamos sempre em mente as necessidades diárias e mensais da igreja local onde servimos ao Senhor.    As Companhias de Luz , água e telefone,  não enviam para a igreja as contas, quando seus diretores sentem mandar. Chegou o dia do vencimento, deve-se enviar o pagamento, ou ficar sem estes serviços.         Assim, como tantos outros inúmeros gastos (sustento de obreiros e missionários,  construção de templos, programas de rádio e tv, impressão de literaturas bíblicas, obras sociais, etc.)
Imaginem um pastor que dirige uma igreja, que só contribue quando seus membros “sentem”.   Por certo, em pouco tempo esta igreja fechará suas portas.  
Oferta não é sentimento, deve ser metódica e com regularidade!

2.4       Oferta defeituosa
O Senhor foi desonrado nas ofertas do povo, nos dias do profeta Malaquias, porque traziam ao altar da Casa de Deus, ofertas defeituosas, quando podiam trazer o melhor para Deus.
“Ofereceis sobre o meu altar pão imundo e dizeis:   Em que te havemos profanado?  Nisto, que dizeis:  A mesa do Senhor é desprezível.
Porque quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não faz mal!    E, quando ofereceis o coxo ou o enfermo,  não faz mal!     Ora, apresenta-o ao teu príncipe;  terá ele agrado de ti?  Ou aceitará ele a tua pessoa? – diz o Senhor dos Exércitos.
Agora, pois, suplicai o favor de Deus, e ele terá piedade de nós;  isto veio da vossa mão;   aceitará ele a vossa pessoa? – diz o Senhor dos Exércitos.
Quem há também entre vós que feche as portas e não acenda debalde o fogo do meu altar?   Eu não tenho prazer em vós ,  diz o Senhor dos Exércitos,  nem aceitarei da vossa mão a oblação.
Desde o nascente do sol até ao poente,   será grande entre as nações o meu Nome;    e, em todo lugar,  se oferecerá ao meu Nome incenso e uma oblação pura;   porque o meu Nome será grande entre as nações,  diz o Senhor dos Exércitos.
     Mas vós o profanais,  quando dizeis:   A mesa do Senhor é impura,
e o seu produto,  a sua comida, é desprezível.
E dizeis:   Eis aqui,  que canseira!   E o lançastes ao desprezo,  diz o Senhor dos Exércitos:     vós ofereceis o roubado,  e o coxo, e o enfermo;  assim fazeis a oferta;   ser-me-á aceito isto de vossa mão ? – diz o Senhor.
Pois maldito seja o enganador,  que, tendo animal no seu rabanho, promete e oferece ao Senhor uma coisa vil;   porque Eu Sou grande Rei,  diz o Senhor dos Exércitos, o meu Nome será tremendo entre as nações.” (Ml 1:7-14)

Primeiro:  Uma das maneira de como Deus avalia a nossa adoração, é pelo nosso ofertar e dizimar.     Naqueles dias havia uma crise espiritual tão profunda no povo de Israel, que o que traziam como oferta a Deus no seu altar, refletia o seu real estado espiritual e a péssima qualidade na adoração.

Segundo:   Achamos que somente o ímpio e o mundo sem Deus, é que profanam a Deus.  Mas a Palavra nos declara, que o ofertante que não honra a Deus com a primicias de seus bens e de sua renda, pode com sua oferta defeituosa desonrar a Deus:    “Ofereceis sobre o meu altar pão imundo e dizeis:   Em que te havemos profanado?  Nisto, que dizeis:  A mesa do Senhor é desprezível.” (Ml 1:7)

Terceiro:   O ofertante que desonra a Deus com oferta defeituosa,  vive a política maligna do “não faz mal”. 
“Porque quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não faz mal!    E, quando ofereceis o coxo ou o enfermo,  não faz mal!     Ora, apresenta-o ao teu príncipe;  terá ele agrado de ti?  Ou aceitará ele a tua pessoa? – diz o Senhor dos Exércitos.”  (Ml 1:8)
Neste capítulo primeiro do profeta Malaquias vemos o Senhor irritado.   Porque quando falta excelencia em nosso serviço para Ele, falta honra no que fazemos.   Um serviço excelente traz em cada detalhe a marca da honra.   Se desejamos agradá-lo, tudo o que fizermos deve ser regido pela excelencia.  Jamais nos esqueçamos que o caminho da excelencia sempre leva a honra.
Conheci um querido diácono, que certo dia ao chegar ao templo, o encontrei varrendo o páteo;  e o fazia com todo amor e primor.   Lembro-me que lhe disse:
- Meu irmão, voce está trabalhando muito.
Notei, que ele parou, sorriu para mim;  e com lágrimas no rosto, olhou para cima e disse do fundo da sua alma:
- É para o meu Senhor! É para o meu Senhor!

Quarto:   Que existe ainda uma solução para quem traz para Deus oferta defeituosa:  É se converter inteiramente ao Senhor, suplicar pela sua misericórdia e mudar a sua maneira de ofertar.
Agora, pois, suplicai o favor de Deus, e ele terá piedade de nós;  isto veio da vossa mão;   aceitará ele a vossa pessoa? – diz o Senhor dos Exércitos. (Ml 1:9)

Quinto:   Quem prossegue trazendo oferta defeituosa, é candidato em potencial para ser amaldiçoado.
     “Mas vós o profanais,  quando dizeis:   A mesa do Senhor é impura,
e o seu produto,  a sua comida, é desprezível.
E dizeis:   Eis aqui,  que canseira!   E o lançastes ao desprezo,  diz o Senhor dos Exércitos:     vós ofereceis o roubado,  e o coxo, e o enfermo;  assim fazeis a oferta;   ser-me-á aceito isto de vossa mão ? – diz o Senhor.
Pois maldito seja o enganador,  que, tendo animal no seu rabanho, promete e oferece ao Senhor uma coisa vil;   porque Eu Sou grande Rei,  diz o Senhor dos Exércitos, o meu Nome será tremendo entre as nações.” (Ml 1:12-14)

Aprendamos a honrar ao Senhor oferecendo a Ele o nosso melhor:
“...porque não oferecerei ao Senhor, meu Deus, holocaustos que me não custem nada...”  (2 Sm 24:24)

Pastor Marcos Antonio