domingo, 2 de outubro de 2011

NOSSA OFERTA DEVE TER A MARCA DA FÉ



A oferta que Deus aceita é aquela que é semeada com  

“E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o Senhor o abençoava.” (Gn 26:12)
     Todo lavrador lança as suas sementes em sua terra, na esperança de uma promissora colheita.   “...Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra...” (Tg 5:7).          Qual é o lavrador que sai a semear sem objetivo ? Sem espectativa de uma boa colheita ?  Como dizendo: “Estou lançando a semente por lançar...brotando ou não...para mim tanto faz...não importa...” Nenhum lavrador procede assim.   Ao tomar a semente,  ele está vendo além daquela semente;  está vendo uma grande colheita.
 Nesta perspectiva bíblica devemos semear no Reino.
Vamos observar o texto da Palavra de Deus em João 6, onde podemos aprender tremendas lições sobre como semearmos com fé:


1.    SEMEAR COM FÉ SIGNIFICA  ESTAR PRONTO PARA SEMEAR  EM  TEMPOS DIFÍCEIS

1.1            A multidão estava cansada e faminta 
Eram pessoas vindas de todas as partes de Israel, que seguiam a Jesus pelos milagres que via. Uma multidão exaurida e com muita fome. Este foi o público alvo de um dos mais portentosos milagres realizados por Jesus – Jo 6:2


1.2                       O Evangelista Mateus informa que o lugar era deserto e a hora era avançada   
Estavam em um lugar sem recursos e a escuridão da noite campeava.    Hora difícil para socorrer todas aquelas pessoas cansadas e famintas.   Mas, Jesus fazia de cada dificuldade uma oportunidade para manifestar sua glória.  Sempre em meio às impossibilidades da vida, Jesus sempre em nosso caminho, revertendo nossa história e nos abrindo portas.
     Quando tudo nos parece perdido, Ele nos traz de volta a esperança.  Quando a crise e a carestia se instalam; monta-se o palco de seus prodigios e maravilhas.

1.3           Semear em tempos de prosperidade é uma facilidade para muitos. 
Quando não faltam condições, recursos.   Saúde pra dar e vender.  Conta bancária gorda.  Uma grande reserva guardada, etc...      Semear nesta hora, é importante.  Mas, o mais desafiador  é semear na hora da crise, quando nos faltam recursos.
     Ouvi de uma irmã que trabalhava como lavadeira, e boa parte do que ganhava, enviava para o sustento de  um missionário. Que lindo testemunho!

1.4  1 Rs 17 – A viúva da Zarefate semeou em tempo difícil:

Primeira verdade:  
Aprendemos com esta mulher de Deus um precioso paradoxo – Que quando semeamos em tempos de carestia, é semeadura em solo fertil
 Aquela mulher não era uma viúva rica, mas paupérrima em decorrencia da seca e da fome que havia em sua terra.
Imagino que ao ser ordenado por Deus para sair do Querite e ir para Zarefate, quando o Senhor lhe diz: - Eu ordenei ali que uma viúva te sustente.   Quem sabe ele pensou...deve ser uma viúva rica, uma fazendeira milionária, uma pecuarista e grande latifundiária....Esta viúva será sem dúvida, uma ofertante em potencial para o sustento de meu ministério.
 Mas, ao chegar em Sarepta, encontra alguém vivendo em extrema pobreza, que com seu filho estavam à espera da morte.
Faltar-nos-ia espaço para alinhar os muitos testemunhos de servos de Deus ao longo da História da Igreja, que deram de si e do que tinha a Deus nem momentos de carestia.
Certa vez recebí em minha casa um missionário boliviano.  O mesmo vivenciava naqueles dias, a falta de recursos.   Lembro-me que enquanto conversavamos, o Senhor falou comigo:
- Dê para o missionário, o paletó azul.
Esse paletó era uma espécie de filho único para mim.  Na mesma hora, respondi ao Senhor, dizendo de minha situação como obreiro, também vivendo em aperto naqueles dias.   Mas, a voz do Senhor foi muito forte em meu coração;  levantei-me, e fui pegar o paletó, tomei também uma camisa e uma gravata que combinava com o paletó, e dei ao missionário.
Após poucos dias, caminhando pelo centro da cidade encontrei um irmão de nome Alfredo (que  já dorme no Senhor), que me disse que Deus tinha lhe ordenado que me desse um terno.   Comprou do melhor tecido que escolhi e me levou no seu alfaiate.
Alguns dias depois, sou procurado pelo irmão Eliseu Brizola (esposo da cantora Mara Dalila), que tocado por Deus, me deu mais um terno, de um tecido lindo e finissimo.
Glorifiquei a Deus, que estava me ensinando a semear em tempos de dificuldade.   Pois, tal semeadura produz bençãos abundantes em nossa vida.

Segunda Verdade:    
Ela é desafiada a semear o pouco que tinha em tempos difíceis 
- O profeta Elias primeiro pede-lhe água, simultaneamente – ordena-lhe: Traga-me também um bocado de pão...
Esta mulher nos revela, que por maior que seja a crise que atravessamos, sempre temos alguma coisa para dar.
Tal fato nos reporta aos queridos crentes da Macedonia que foram desafiados a semearem no tempo da dificuldade: “Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da Macedônia;   como em muita prova de tribulação, houve abundância do seu gozo, e como em sua profunda pobreza superabundou em riquezas da sua generosidade.   Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico)  e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente,   pedindo-nos como muitos rogos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos.”  (2 Co 8:1-4)
Os missionários pioneiros da Assembléia de Deus no Brasil, Gunnar Vingren e Daniel Berg, desde o chamado para o Brasil, aprenderam a semear  em tempos difíceis:
Sua história nos informa, que após terem recebido a direção de Deus para virem para o Brasil; precisamente para o Pará, segundo uma revelação divina que receberam;   não tinham nenhum recurso para virem ao Brasil.  O custo das duas passagens de navio, ficava em torno de noventa dólares.  Como os bolsos estavam vazios, foram buscar ao Senhor em oração.   Em seguida, providencialmente, recebem de uma igreja, a referida quantia.  Certo dia, Gunnar ouviu nitidamente a voz de Deus: “Se voces forem, nada vos faltará!”.     Dias depois, quando estavam em oração, novamente Gunnar ouve a voz do Senhor: “Estes noventa dólares, voces devem ofertar para um jornal pentecostal.”   A princípio, pareceu algo muito estranho,  porque era todo o dinheiro para a viagem missionária ao Brasil.   Mas, ao prosseguirem em oração, receberam a confirmação de Deus, de que deviam obedecer sem murmurar.   E, assim fizeram, ficando novamente de mãos vazias.    Ao chegarem em Nova York, enquanto caminhavam pelas avenidas da grande metrópole,  veio na direção deles um comerciante, que disse estar muito surpreso de encontrar Gunnar em Nova York (este irmão era um conhecido de Gunnar, que há tempos não o via).   O mesmo, disse que Deus havia lhe ordenado que enviasse uma oferta a Gunnar, e que estava indo exatamente ao correio para enviá-la.   Tomados de grande alegria, os dois missionários.  Ficaram mais impactados, quando ao abrirem o envelope recebido, encontraram noventa dólares.
         Compraram as passagens e rumaram para o campo missionário em nosso querido Brasil.
  
Terceira Verdade:   
Aprendemos que quando semeamos em tempos difíceis estamos honrando a Deus antes de tudo
Notemos que ela disse ao profeta: - Vou fazer um bolo para mim e para meu filho, vamos comer e depois vamos esperar a morte.
 - 1 Rs 17:13   E Elias lhe disse:   Não temas;  vai e faze conforme a tua palavra;  porém faze disso primeiro para mim um bolo pequeno e traze-mo para fora;  depois  farás para ti e para teu filho.”
 A primeira impressão que temos quando lemos este texto, é que o profeta foi mal educado e atrevido.   Não, isto não é verdade.   Consideremos, que Deus falava por Ele.  Aquela palavra desafiadora confrontava a fé da viúva.  Elias era o representante de Deus.  Era Deus falando por ele, com a seguinte mensagem: PRIMEIRO PARA MIM.      EU DEVO TER  PRIMAZIA EM TUA VIDA !

Quando semeamos assim – Colocando Deus em primeiro lugar – A benção acontece:     “A farinha da panela não se acabará e o azeite da botija não faltará.”, até ao dia em que o Senhor de chuva sobre a terra.”1 Rs 17:14


2.    SEMEAR  COM FÉ SIGNIFICA  CRER  QUE O SENHOR SABE TUDO, E FARÁ SEMPRE O MELHOR POR NÓS
Jo 6:5    Então Jesus levantando os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ter com Ele, disse a Felipe:   Onde compraremos pão, para estes comerem ?”

2.1   Quando nós fazemos uma pergunta, normalmente é porque queremos aprender.   Mas, todas as vezes que o Senhor faz uma pergunta é para ensinar alguma importante lição:
Gn 3:8 – “Onde estás Adão ?” Não perguntou para saber onde Adão estava, mas, para chamar sua atenção para seu real estado de pecado.
1 Rs 19:9 – “Que fazes aqui Elias?” Não perguntou porque não sabia o que Elias estava fazendo naquela caverna,  mas, para lembrá-lo de sua chamada e que havia muito a fazer no Reino.
Lc 24:17 – “Que palavras são essas que, caminhado, trocais entre vós e por que estais tristes?”   Jesus não pergunta porque era desconhecedor dos fatos ocorridos;  mas, pergunta com santa ironia,  no propósito de mostrar-lhes a maior das verdades: De que havia ressuscitado dentre os mortos (Lc 24:26).

2.2  Neste caso aqui, Jesus pergunta para ensinar,  porque Ele tudo sabe:    “Mas dizia isto para o experimentar;  PORQUE ELE BEM SABIA O QUE HAVIA DE FAZER.”(Jo 6:6)
Durante as nossas provações, desafios e aflições, nós não sabemos, mas Ele sabe e cuida de nós, nos provendo e nos sustentando (Fp 4:19).
Pastoreei nos Estados Unidos por alguns anos.  Um querido irmão que trabalhava na região da Nova Inglaterra, levantava-se muito cedo todos os dias para trabalhar.   Certa manhã de intenso frio, quando caía muita neve, ele caminhava em direção ao seu trabalho.  Caminhava com dificuldade, pois sentia seu corpo literalmente congelar-se.  Enquanto ia, pensou:
- Senhor! Estou passando agora na frente desta cafeteria.  Seria tão bom, tomar um café quentinho...mas, estou sem dinheiro...
De repente, a porta da cafeteria se abre, e um americano que trazia em suas mãos, dois grandes copos de café  (e, quem conhece,  sabe que cafezinho de americano é de 300 ml para cima).   Olhou para o nosso irmão brasileiro e disse:
- Comprei dois cafés:  Um para mim, e este é para voce.
Na mesma hora, o querido irmão, após ter agradecido aquele desconhecido, louvou a Deus com lágrimas de gratidão.
Como é maravilhoso o cuidado de Deus para com seus filhos! 



3.    SEMEAR  COM FÉ SIGNIFICA   ENTREGAR  TUDO O  QUE TEMOS NAS MÃOS DO SENHOR
Jo 6:8,9     E um dos seus discípulos, André irmão de Simão Pedro, disse-lhe:   Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isso para tantos?”

     3.1  Primeiramente é digno de nota dizer  que  este rapaz  não foi  egoísta.
 Ele simplesmente poderia esconder o seu lanche e não dizer nada a ninguém.        Mas, este menino era generoso.  A generosidade deste menino era maior que a fome daquela gente.   O coração daquele menino era maior que a multidão de 5.000 homens (sem contar mulheres e crianças).
“E disse-lhes:  Acautelai-vos e guardai-vos da avareza;  porque a vida de qualquer não consiste na abundancia do que possui.” (Lc 12:15)
“Bem irá ao homem que se compadece, e empresta: disporá as suas cousas em juízo.     Na verdade que nunca será abalado:  o justo ficará em memória eterna.    Não temerá maus rumores:  o seu coração está firme, confiando no Senhor.     O seu coração, bem firmado, não temerá, até que ele veja cumprido o seu desejo sobre os seus inimigos.    É liberal, dá aos necessitados:   a sua justiça permanece para sempre, e a sua força se exaltará em glória.”  (Sl 112:5-9)

3.2   Não se pode semear com fé se formos avarentos, individualistas, egoístas.  Crente munheca de samambaia – não dá, mas também não recebe.
Certa vez, um crente avarento foi questionar com seu pastor, o caso da salvação do ladrão arrependido do Calvário:
- Pastor, eu não concordo com a idéia de entregar o dízimo.  Veja só,  aquele ladrão arrependido foi salvo e não entregou o dízimo.
O pastor tentava demove-lo de tal pensamento mesquinho, procurando ensiná-lo que era impossível para aquele ladrão,  ofertar ou dizimar;  pois, o mesmo estava pregado em uma cruz.
Mas, o avarento insistia em sua desastrosa convicção.    Em dado momento da conversa, o pastor olhou bem para ele e culminou dizendo:
- Meu irmão, existe aqui neste assunto uma diferença:   Aquele era um ladrão morrendo;  e, o irmão é um ladrão vivendo.
Costumo dizer que na mão do menino eram 5 pães, no entanto, nas mãos de Jesus se transformou em uma grande padaria.   Nas mãos do menino eram 2 peixinhos, mas, nas mãos de Jesus,  uma peixaria.
Experimente colocar o que voce tem nas mãos de Jesus, pois, coisas maravilhosas ocorrerão na tua vida.  Os egoístas e avarentos, veem a ruína como colheita de sua semeadura;  mas o cristão liberal, semeia na crise tudo o que tem, sempre na certeza de que lhe acompanha o milagre da provisão.
Na mão de Sansão era apenas uma queixada de jumento – Na mão de Deus virou uma bazuca poderosa.
Na mão de Davi era uma pedrinha – Na mão de Deus virou um míssil tele guiado.
Na mão de Dorcas era uma agulha – Na mão de Deus virou uma abençoada máquina Singer,  destas que costura, chuleia e prega botões.
Estamos dispostos a colocar tudo que somos e temos nas mãos do Senhor ?

4.    SEMEAR COM FÉ SIGNIFICA  DESCOBRIR  O MILAGRE  DA PARTILHA

Jo 6:11  E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos,  e os discípulos, pelos que estavam assentados;  e igualmente também os peixes, quanto eles queriam.”

4.1  Semear com fé significa descobrir o milagre da partilha.                                      
     E qual é o milagre da partilha ?
     O milagre da partilha é a benção da multiplicação; e isto é algo extraordinariamente maravilhoso.
Jesus nos ensina, que não existe multiplicação sem partilha.  Se eu não reparto, nada se multiplica: “Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão;  porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.” (Lc 6:38)
“E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu pelos discípulos,  e os discípulos pelos que estavam assentados;   e igualmente também os peixes,  quanto eles queriam.”(Jo 6:11)
O Milagre da  multiplicação não se deu em um só nomento em que Jesus partiu os pães e os peixes.  Porque se assim fosse;  imediatamente se teria feito uma verdadeira montanha de pães e peixes multiplicados.    Mas,  o milagre da multiplicação se deu cada vez que ocorria a partilha.
Primeiro:    Multiplicou na mão de Jesus ao repartir e dar aos discípulos.
Segundo:   Multiplicou na mão dos discípulos ao repartirem com os chefes de cada família.
Terceiro:  O milagre da multiplicação não parava, enquanto iam repartindo:  De pai para mãe,  de mãe para filhos,  de irmão para irmão,  de vizinho para vizinho, de amigo para amigo.
Quando praticarmos a graça da partilha, veremos o agir de Deus em nosso pão e em nossas finanças.
Se damos lugar à avareza, e não repartimos – o que temos é subtraído, e ficamos sem nada.   Mas, se damos lugar à graça da partilha, tudo o que temos é multiplicado para glória de Deus.

4.2  A viúva de Zarefate somente viu a multiplicação em sua casa, quando  repartiu o que tinha.  
     E ao repartir, o milagre aconteceu.  A multiplicação foi tão tremenda que por dois anos aproximadamente, ela ia na botija e tinha azeite;   ia na panela, e tinha farinha.  Maravilha! A Deus seja a glória!”.

Precioso é o testemunho de um irmão, que atravessava com sua familia dias difíceis de grande aperto financeiro.  No entanto, mesmo em meio à crise, nunca deixava de contribuir com o pouco que tinha.   Certo dia, recebe em sua casa a visita de diversos irmãos de sua igreja.
Sua esposa , muito desejosa de fazer café para todos os irmãos; ficou preocupada, porque só tinha, um pequeno pedaço de pão, que daria no máximo para duas pessoas.  No entanto, movida pela fé, orou por aquele pedaço de pão, e em seguida, começou a fatia-lo.  De repente, ela explode em línguas louvando a Deus;   seu esposo que estava na sala da casa atendendo aos irmãos – corre  para a cozinha com os irmãos,  para saberem o motivo do Pentecóste.  Ao chegarem, foram tomados de grande surpresa e alegria, ao verem um grande monte de pães fatiados; e a irmã prosseguindo a cortar,  e dizendo efusivamente:   O pão não acaba !  O pão não acaba !

Também não me esqueço do grande milagre vivido pelo querido irmão Borba, da cidade de Maringá.   Ele contou-me, que atravessava dias de aperto financeiro.  O gás da cozinha estava dando seus últimos  sinais de vida; quando a chama começa a fenecer.    Então, irmão Borba (como fazem muitos de nós brasileiros fazemos);   virou deitado o botijão de gás, e fez uma oração:    “Senhor, não tenho dinheiro para comprar outro botijão.  Tu sabes que precisamos cozinhar.  Tenha misericórdia. Tu sabes que sou dizimista,  opera este milagre !”
Passou um dia, dois dias, tres, quatro, cinco, seis,...E, sua esposa cozinhou (fazendo café, almoço e jantar) por trinta dias – e o botijão virado.
Quando um mes de milagre se completou, irmão Borba foi procurado por uma pessoa que lhe  devia boa soma de dinheiro.  Tal pessoa o pagou integralmente.  Ao  receber o dinheiro, nosso irmão ouviu nitidamente a voz do Senhor:
- Não tentarás ao Senhor teu Deus; vá comprar o gás !



5.    SEMEAR COM FÉ SIGNIFICA COLHER FRUTOS PARA O PRESENTE E TAMBÉM PARA O FUTURO
- Jo 6:12,13

5.1  Aquele milagre teve implicações para aquele dia e para o depois:
Naquele dia aquela grande multidão faminta foi saciada (Jo 6:12).  E doze cestos cheios sobraram, os quais o Senhor ordenou que fossem guardados. E ainda ensinou a eles, que o fato de sermos abençoados hoje, isto não deve nos conduzir ao desperdicio, mas, à previdencia.
Existem pessoas, que Deus está abençoando hoje, e estas bençãos apontam para dois sentidos:  presente e futuro.    Deus quer suprir-nos no presente, para que nada nos falte no futuro.  No entanto, o desperdiçador, joga fora a provisão de hoje, para passar fome amanhã.

5.2  O milagre da multiplicação do azeite em 2 Reis 4, revela-nos que Deus abençoa o nosso presente e garante o nosso futuro:
 Este milagre experimentado pela viúva no tempo do profeta Eliseu, cujo milagre, abençoou o presente e garantiu o futuro dela e de seus dois filhos.  Com a multiplicação do azeite,  ela pode pagar todas as dívidas;  e em ato contínuo da benção,   Deus cria uma espécie de aposentadoria para aquela serva de Deus.
O Deus da multiplicação, é também o Deus da previdencia social. “Então, veio ela e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele:  Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.” (1 Rs 4:7)

Há crentes que ainda não foram ricamente abençoados, porque a avareza os impede de repartirem.  E, em não repartindo não experimentam a provisão e a multiplicação em sua casa e em suas finanças. 
A ordem da Palavra é repartir:  “Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás.    Reparte, com sete e ainda até com oito,  porque não sabes que mal haverá sobre a terra.”
Não sejamos crentes avarentos, que se assemelham  ao Mar Morto, que nada dá, nada gera, nada produz. Tais crentes são assim,  porque estão espiritualmente mortos, e mortos não geram.
O Mar Morto está situado a 408 metros abaixo do nível do mar, e, é o mais baixo reservatório de água do mundo e também o mais salgado, com sete vezes mais sal que os oceanos.  Recebe diurtunamente muita água doce, mas continua sempre salgado.
O Mar morto, representa muitos crentes da mão fechada, que recebem constantemente o favor de Deus, mas, jamais abrem sua mão para ajudar a Obra de Deus ou mesmo socorrer o necessitado.
Mas, que sejamos crentes cheios de fé;  investidores no Reino e semeadores em potencial para glória de Deus.
Isaque pode desfrutar das bençãos de Deus, porque era um semeador que semeava com fé.  Notemos o que a Palavra nos diz:
“E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o Senhor o abençoava.” (Gn 26:12)
 Notemos algumas importantes lições neste texto bíblico:

Primeira:      A determinação para semear:
“E semeou Isaque”
Há muitos que guardam a semente ou comem a semente, e por isso não semeiam no Reino; portanto, nada colhem.

Segunda:  A terra certa para semear:  
“E semeou Isaque naquela mesma terra...”
Uma colheita certa depende de uma terra certa.  Jesus nos ensina na famosa parábola do semeador que a semente que frutifica é aquela que é semeada em boa terra (Mt 13:8).
Existem crente que deixa de semear onde se congregam, deixa de semear onde é pastoreado.  Enviam o seu dízimo para outras partes (o que está errado;  dízimo deve ser entregue onde se congrega).
Não nos esqueçamos que  “semeou Isaque naquela mesma terra...”

Terceira:     A colheita certa: 
“...e colheu...” 
A lei da semeadura é divina, e por ser divina é certa.  
“...tudo o que o homem semear, isto, ceifará.” (Gl 6:7)
“E digo isto:  Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundancia,  em abundancia também ceifará.” (2 Co 9:6)

Quarto:    O tempo da colheita:
“...e colheu naquele mesmo ano...”
Nós determinamos o tempo de semeadura, e Deus, o tempo da colheita.
“E não nos cansemos de fazer o bem,  porque a seu tempo ceifaremos,  se não houvermos desfalecido.”  (Gl 6:9)

Quinta:    A colheita abundante
“...e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o Senhor o abençoava.”
“Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para comer também multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça.
Para que em tudo enriqueçais para toda a beneficencia, a qual faz  que por nós, se deem graças a Deus.”  (2 Co 9:10,11)

Pastor Marcos Antonio

domingo, 25 de setembro de 2011

NOSSA OFERTA DEVE TER A MARCA DA ADORAÇÃO

A oferta que Deus aceita é a materialização de nossa sincera adoração
“...e prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra.”  (Mt 2:11)

Duas palavras são inseparáveis no contexto das Sagradas Escrituras: Adoraração e Dádiva.  
Bem verdade que alguém possa dar sem adorar.  No entanto, é impossível adorar sem dar.
Vamos tomar alguns pontos de reflexão sobre a adoração como base motivadora do ofertar que Deus aceita:

1.    Quem adora ao Rei, traz presentes para o Rei
(Mt 2:1-12)
Este texto bíblico se refere aos magos que vieram do Oriente, a procura do Rei Jesus que nascera em Belém de Judá.   Estes magos ilustram com bastante nitidez o perfil de um verdadeiro adorador:

1.1            O verdadeiro adorador não mede sacrifícios para servir ao Senhor.
Eles vieram de terras longínquas, há centenas de kilometros de Israel.   Mas, motivados por alguma revelação profética da parte de Deus;  saíram de sua cidade, e de comum acordo, empreenderam uma grande e desafiadora viagem até a terra do Senhor.
Por certo, ao longo da jornada,  foram convidados pelo desanimo a voltarem ao lar;   certamente as agruras do caminho pelo deserto os abatera muitas vezes.   Mas, a esperança de encontrar o Rei para prestarem adoração, era sempre maior que qualquer desafio e dificuldades que se apresentavam no percurso.
Estes magos ilustram muito bem, aqueles crentes, que por amarem profundamente a Deus, enfrentam desafios de toda ordem e vencem muitas vezes o cansaço, para estarem na Casa de Deus, prestando seu culto.
É sempre emocionante lembrar, dos queridos irmãos, que nos lugares mais distantes,  caminham muitos kilometros (muitas vezes pelo meio das matas), para irem ao culto, adorar ao Rei.
Recentemente ouvi de um irmão,  filho de um pastor pioneiro no Estado do Paraná, que me disse:
- “Meu pai viajava a pé, 40 Kilometros para dirigir um culto.   Muitas vezes, enfrentando frio e chuva;  e eu hoje, tenho dois carros na garagem, e muitas vezes tenho preguiça de vir adorar a Deus em sua Casa.”

1.2         O verdadeiro adorador é dirigido pelo Céu
“E perguntaram: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus ?   Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.” (Mt 2:2)
“E, tendo eles ouvido o rei,  partiram; e eis que a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles,  até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino.  
E, vendo eles a estrela,  alegraram-se muito com grande júbilo.”    (Mt 2:9,10)
Aqueles magos não tinha a mão nenhum instrumento de orientação para viajarem.   Nem sequer um mapa que os conduzisse com segurança.    Mas, Deus proveu para eles um sinalizador perfeito – uma estrela.   Conforme ela sinalizava o rumo, assim seguiam. Não erraram a direção,  mas vieram pelo caminho traçado pelo céu.
Costumo dizer que como Igreja do Senhor na Terra, Deus nos deu um “GPS”, que é o bendito Espírito Santo: Guia Para Sempre.   “Mas, quando vier aquele Espírito da Verdade, ele vos guiará em toda a verdade...” (Jo 16:13)
Quando com minha família, trabalhamos como missionários na Alemanha (nos anos 95 e 96), ganhamos para Jesus um querido africano de Angola,  o irmão Job Pedro.  Ele nos contou que na região de Benguela, Angola;  possuia dois tios crentes em Jesus, obreiros do Evangelho – que trabalhavam juntos como pescadores.    Certo dia,  foram apanhados em alto mar, por uma grande tempestade.   Tal foi a tormenta, que os fez perder o rumo de volta para casa.    Ficaram perdidos no alto mar, por quinze dias.   E, quando já se encontravam completamente exauridos e sedentos, pois, toda a água potável tinha acabado;   dobraram os joelhos no pequeno barco, e clamaram ao Senhor:
- Senhor, nos envie socorro, se não, aqui morreremos!
De repente, uma luz muito forte brilha no céu,  e pouco a pouco se aproxima deles, e pára sobre o barquinho.   Em seguida aqueles dois servos de Deus, ouvem um voz forte que saía daquela luz, que lhes dizia:
- Peguem os baldes e os encham com a água do mar.
Ao obedecerem a voz ao Senhor, enchendo todos os baldes que tinham;  ouviram em seguida novamente:
- Agora bebam da água dos baldes.
E para grande alegria, provaram de água doce, água potável da melhor qualidade.     Depois de reconfortados e animados;  em ato contínuo,  o Senhor lhes recomenda:
- Agora, sigam a luz!
Imediatamente, a luz começou a deslocar-se;  e os dois irmãos, cada um com seu remo, foram seguindo a luz.   Depois de horas remando, de repente, um deles dá um efusivo brado de alegria:
- Glória a Deus ! Olha lá a nossa casa! Estamos chegando! Glória a Deus !
       
1.3         O verdadeiro adorador é sempre um verdadeiro ofertante
“E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se, o adoraram;  e, abrindo os seus tesouros,  lhe ofertaram dádivas:  Ouro, incenso e mirra.”  (Mt 2:11)
Com os magos do Oriente aprendemos que o ato de ofertar  deve ser precedido pela sincera adoração.    Biblicamente, não recomendável o serviço preceder a adoração.  Pois, a Palavra nos ensina que a adoração sempre deve anteceder qualquer trabalho que intentamos fazer para Deus.    Notemos o que Jesus disse ao diabo em Mateus 4:10 “...Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás.”     Primeiro Jesus fala de adorar e depois de servir,  porque segundo a Palavra,  a adoração deve sempre preceder o serviço.
O que Deus espera, é que antes de abrirmos o bolso, nosso coração esteja aberto primeiro para Ele.
É significativo, se observar esta verdade bíblica nos magos do Oriente,  que poderiam chegar, e abrirem seus tesouros, ofertarem ao Rei, e depois o adorarem.  
Mas, isto não ocorreu.  Primeiramente, eles se prostram (como fiéis suditos diante de seu potentado);  em seguida começam a adorar, para depois abrirem seus tesouros e ofertarem.
Quando todos os crentes entenderem e vivenciarem esta realidade;  algo de grandioso começará a acontecer no seio das igrejas.  Bençãos sem medida serão derramadas. Promessas grandiosas serão cumpridas,  e uma colheita extraordinária, fruto da semeadura feita com o adubo da adoração.
Pastor Marcos Antonio

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

NOSSA OFERTA DEVE TER A MARCA DA GENEROSIDADE

A oferta que Deus aceita é rica em generosidade

“Alguns há que espalham, e ainda se lhes acrescenta mais; 
e outros que reteem mais do que é justo, mas é para sua perda.
A  alma generosa engordará, e o que regar também será regado.”  (Pv 11:24,25)

A palavra generosidade vem do Latim “generare”, que significa gerar, produzir, frutificar.     O generoso é aquele que está sempre a gerar boas obras e a produzir frutos bons.   Por sua vez, o avarento, nada gera, pois possui uma alma estéril.  Não possue,  frutos de generosidade; porque a raiz do seu coração está sem vida e a seiva do amor secou.
Vamos agora ao Novo Testamento para observarmos algumas
ricas verdades sobre esta palavra chave de nossa oferta – a generosidade.  Creio que os queridos irmãos macedonios, que ensinaram, não somente a Igreja em Corinto, mas, todas as igrejas daqueles dias;  nos ensinam ainda hoje, lições de como sermos generosos no Serviço do Rei:
“Também vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da Macedonia;
Como em muita prova de tribulação houve abundancia do seu gozo, e como a sua profunda pobreza abundou em riquezas da sua generosidade.
Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico), e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente,
Pedindo-nos com muitos rogos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos.
E não somente fizeram como nós esperávamos,  mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus.” (2 Co 8:1-5)

Os irmãos macedonios nos mostram qual é o perfil do crente generoso

1.    O crente generoso é movido pela Graça
O apóstolo Paulo explica que a razão dos macedonios serem tão generosos, era porque eram crentes cheios da Graça de Deus.  Tudo porque, o edifício da generosidade só pode ser construído sobre a alicerce da Graça.   A Graça é que nos torna generosos, é isto que ocorreu com os queridos macedonios.
É notável como neste texto bíblico, aparece seguidas vezes a palavra “graça”:

Primeiro:
  Os crentes macedonios nos ensinam que ofertar é vivenciar a Graça de Deus em nossa vida “Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da Macedonia” (2 Co 8:1).  Vemos aqui que contribuir é uma graça.   Para muitos crentes avarentos e materialistas, contribuir é matirio;   mas contribuir para o crente generoso é privilégio, é benção, é graça.

Segundo:  
Os crentes macedonios nos ensinam que a graça de ofertar deve ser prioritária na nossa vida:
“Pedindo-nos com muitos rogos a graça, e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos.”  (2 Co 8:4)
         Que lindo!  Chegaram a rogar a Paulo que também queriam ofertar aos crentes necessitados na Judéia que passavam naqueles dias, muitas privações.
Na maioria das vezes, nós pastores, temos que rogar, e muitos de nós, chegamos às raias da súplica veemente; para que os membros de nossas igrejas, ofertem e dizimem.   Ouvi, até de uma atitude absurda de um pastor que queria reduzir o dízimo de seus crentes para 5%;   tendo em vista o número crescente de crentes avarentos em seu redil.
Mas, no caso dos macedonios;  nem Paulo, nem Tito, nem outro líder lhe pede para que contribuam;  mas, a graça de Deus era tal no coração deles, que sem nenhuma coação, mas movidos pelo Espírito de Deus,  rogam a Paulo:  “Não nos deixem fora desta graça,  queremos também ofertar!

Terceiro: 
Os crentes macedonios ensinam aos crentes de Corinto, que ofertar é uma graça para ser imitada
“De maneira que exortamos a Tito que, assim como antes tinha começado,  assim também acabasse esta graça entre vós. (2 Co 8:6)
Primeiro Paulo fala da graça de ofertar dos irmãos macedonios, e em seguida menciona que esta mesma graça, esta também presente na Igreja em Corinto.
A graça tem caráter pedagógico, a Graça ensina.  Permitamos ser mentorados pela Graça e nunca pela avareza, cujo deus é Mamon.
E que tomemos por exemplo, crentes liberas e generosos; e que nunca venhamos a nos espelhar naqueles que fecham a mão para a Obra do Senhor, porque são escravos do dinheiro.   Imitemos os irmãos macedonios, e que nunca nos falte a mesma graça em nossa vida cristã.

Quarto:
Paulo nos ensina que da mesma forma que devemos crescer espiritualmente, devemos crescer de igual modo na graça de ofertar
“Portanto, assim como em tudo abundais em fé, e em palavra, e em ciencia, e em toda diligencia, e na vossa caridade para conosco,  assim também abundeis nesta graça.” (2 Co 8:7)
Espiritualidade sem liberalidade é falsidade.   O crescimento de nossa vida cristã deve ser equilibrado. O que Paulo está desejando aos irmãos de Corinto, é exatamente isto:  Que sejam transbordantes na fé, na palavra, no conhecimento, etc.  Mas, que de igual forma, transbordem em liberalidade pela graça de ofertar.

Quinto:
Em seguida Paulo destaca o maior exemplo na graça de dar,  Nosso Senhor Jesus Cristo
“Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesús Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre;   para que pela sua pobreza enriquecesseis.” (2 Co 8:9)
O saudoso mestre nas Escrituras, o missionário Donald Stamps, ao comentar este texto bíblico, disse que: “Dar de modo sacrificial, fez parte essencial da natureza e do caráter de Jesus Cristo aqui no mundo.  Porque Ele se fez pobre;  nós, agora,  participamos das suas riquezas eternas.    Deus quer  uma atitude idêntica na Igreja , como evidencia da sua Graça operando em nossas vidas.”
Somente entenderemos a profundidade da graça de ofertar, quando assimilarmos o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus.

2.  O crente generoso é verdadeiramente rico
“Como em muita prova de tribulação houve abundancia do seu gozo, e como a sua profunda pobreza, abundou em riquezas da sua generosidade.” (2 Co 8:2)
Os crentes da Judéia estavam vivendo momentos de muita privação material.  Tal fato, fez com que as igrejas se mobilizassem em um grande mutirão de generosidade para ajudá-los naquela hora tão difícil.
O que é surpreendente, é o ingreso nesta lista de igrejas solidárias:  as igrejas da Macedonia.   Porque os crentes macedonios eram tão pobres, quanto aos crentes da Judéia;  mas, mesmo sendo muito pobres, se apresentaram como os mais ricos, porque eram ricos em generosidade.   Notemos o quanto eram financeiramente pobres, a ponto de Paulo dizer: “a sua profunda pobreza” (2 Co 8:2).   Mas, esta condição de extrema pobreza não os impediu de serem ofertantes em potencial, porque eles transbordavam em riquezas de generosidade.

3.  O crente generoso excede sempre no ato de dar
“Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico), e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente.” (2 Co 8:3)
Exceder no ato de dar, vai além do exceder em valores monetários.  Um crente que ganha um pequeno salário pode exceder em muito áqueles que não ofertam motivados pelo amor e pela Graça de Cristo, que diga a viúva pobre que por ser generosa, excedeu a todos aqueles ricos no ato de dar: 
“E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos deitavam muito.
Vindo, porém, uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valiam um quadrante (um centavo).
E, chamando os seus discípulos, disse-lhes:  Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro;
Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava,  mas esta, da sua pobreza,  deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento.”      (Mc 12:41-44)

4.  O crente generoso é voluntário
“...deram voluntariamente.”  (2 Co 8:3)
Os crentes macedonios não contribuiram por obrigação e nem por coação.   Mas, se dispuseram a ofertar com alegria, e isto fizeram espontaneamente.
Quando da edificação do Tabernáculo, o coração dos israelitas se dispuseram a contribuir:  “E veio todo homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquele cujo espírito voluntariamente o impeliu,  e trouxeram a oferta alçada ao Senhor para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e para as vestes santas.”  (Ex 35:21)
A memorável pergunta do rei Daví ainda soa em nossos ouvidos hoje:  “...Quem, pois, está disposto a encher a sua mão, para oferecer hoje voluntariamente ao Senhor ?” (1 Cr 29:5)

5.  O crente generoso antes de dar sua oferta, se dá primeiro ao Senhor
“E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus.”   (2 Co 8:5)
Para Deus, o ofertante sempre precede a sua oferta.  Que valor terá uma oferta cujo ofertante não se deu primeiro ao Senhor?  Por certo valor algum.
Quando entregamos nossas ofertas e dízimos, que tudo isto seja sempre precedido por nossa entrega total a Deus.
Que nossa contribuição seja o bendito éco de nossa rendição a Cristo.  Que ao trazermos o que temos, possamos sempre dizer:
- Damos a Ti, porque pertencemos a Ti !
Antes de dizer, traga-me a tua oferta, Ele está dizendo:  “Dá-me,  filho meu, o teu coração...” (Pv 23:26)

6.  O crente generoso é alvo das bençãos de Deus

Falando das bençãos sobre o crente generoso no Reino, o apóstolo Paulo reitera: 
 “E, digo isto:   Que o que semeia pouco, pouco também ceifará;  e o que semeia em abundancia, em abundancia também ceifará.
Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade;   porque Deus ama ao que dá com alegria.
E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, afim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiencia, abundeis em toda a boa obra.
Conforme está escrito:  Espalhou,  deu aos pobres;  a sua justiça permanece para sempre.
Ora,  Aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer,  também multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça.
Para em tudo enriqueçais para a toda beneficencia, a qual faz que por nós  se deem graças a Deus.” (2 Co 9:6-11)



O meu querido amigo do coração, pastor Valdir Medeiros contou-me um lindo e comovente testemunho, a respeito de como Deus galardoa o coração generoso:
Há muitos anos atrás, um pastor foi convidado para ministrar em uma cidade distante.  Mesmo com pouquissimos recursos, reuniu o dinheiro para pagar  a passagem de trem.  Chegou a tempo, e com muita graça pregou a Palavra. Vidas foram salvas e libertas, e Deus renovou sua Igreja.
Pretendia voltar para sua cidade, logo pela manhã; pois, o trem saía às seis horas da manhã.   Esperava que o líder da igreja que o convidara, lhe desse uma oferta para cobrir as despesas da viagem e também lhe desse hospedagem  naquela noite fria, o que não ocorreu.
Após o término do culto, todos foram embora, cada um para sua casa; e o desprezado arauto ficou em frente ao templo, surpreso pelo descaso e falta de amor fraternal do pastor daquela igreja.  No entanto, não reclamou, não murmurou,  não abriu sua boca.   Pensou consigo:  Deus sabe o que faz... O jeito é dormir no banco da estação, e por lá esperar o trem de amanhã.      Quando se dirige à estação, encontra numa esquina alguns irmãos da igreja que parados conversavam.  Então teve uma idéia de perguntar para eles onde ficava um hotel por ali.  Tinha a esperança, que se tocassem, e lhe convidassem para hospedá-lo na casa de um deles, pois dinheiro para hotel não possuía.  Mas, para sua tristeza, eles responderam:
- Pastor, o senhor desce esta rua;  logo a frente tem um hotel.
Ele agradece aos irmãos e segue seu caminho para a estação de trem.   Quando, de repente um irmão vem correndo atrás e lhe pergunta:
- Pastor, ninguém lhe hospedou? Isto não se faz com um profeta do Senhor... Pastor, onde o senhor está indo?
- Estou indo dormir na estação, porque o trem sai  às seis horas da manhã – responde o pastor.
Imediatamente, o irmão oferece com todo amor sua casa:
- Pastor, sou o mais pobre da igreja. Minha casa tem só um cômodo, é muito simples.  Pastor, venha comigo, o senhor não vai passar a noite no frio.  Minha pequena casa é sua pastor!
Ao chegarem, a esposa deste generoso irmão faz um café, todos se alimentam e se alegram na comunhão no Senhor.
O pastor louva a Deus pela vida daquela família, que seguindo o exemplo dos crentes macedonios, que da profunda pobreza abundaram em riquezas da sua generosidade (2 Co 8:2)
Pela manhã, novamente, após mais um abençoado café, aquele querido irmão e sua familia se despedem do pastor.  Ele ora por todos e segue sua viagem de regresso.
Muitos anos depois, este mesmo pastor é convidado para pregar em uma outra cidade.  Após a ministração, um irmão muito bem vestido vem ao seu encontro, lhe cumprimenta e lhe pergunta:
- O senhor se lembra de mim?   Eu sou aquele irmão que naquela noite,lhe hospedei em meu casebre...  Pastor, Deus me prosperou; hoje tenho várias fazendas e sou um empresário bem sucedido para a glória de Deus.
O pastor abraça emocionado o irmão, e lhe pergunta:
- Querido irmão, louvo a Deus porque Deus tem lhe prosperado!   Mas, nestes anos, fiquei com uma pergunta, deste quando estive em sua casa naquela noite:  Eu notei, que a sua casa tinha apenas um comodo. E, que o irmão e sua esposa me cederam a cama de voces para que eu pudesse dormir;  notei também, que seus filhos dormiam no outro canto da casa.  Lembro-me que o irmão e sua esposa, saíram,  não os vi dentro da casa;  onde os irmãos foram? Onde voces dormiram?  Voces foram para casa de algum vizinho ou parente? Onde voces passaram a noite?
O irmão com o rosto banhado em lágrimas respondeu:
- Pastor, grande foi a honra de recebe-lo  em nossa casa,  apesar de tão humilde e tão pobre.    Mas, naquela noite, saí com minha esposa, e nos assentamos em um pequeno banco do lado de fora, e ali passamos a noite falando das coisas de Deus, até que o dia nascesse e o amado pastor pudesse descansar.
O que fizemos, fizemos com alegria e amor!
Imaginai o Pentecóste deste maravilhoso reencontro entre o profeta e este crente generoso.
Após o abraço recheado de lágrimas e línguas estranhas, o pastor acrescentou:
- As bençãos derramadas hoje na sua vida meu irmão, é  o resultado de seu amor e de sua generosidade.

“Alguns há que espalham, e ainda se lhes acrescenta mais; 
e outros que reteem mais do que é justo, mas é para sua perda.
A  alma generosa engordará, e o que regar também será regado.”  (Pv 11:24,25)

Pastor Marcos Antonio

A RESTAURAÇÃO DE JOÃO BATISTA

  A RESTAURAÇÃO DE JOÃO BATISTA Mateus 11.1-11   Introdução:   ü Quero chamar a tua atenção para um dos personagens da Bíblia , q...