segunda-feira, 9 de junho de 2014

A MENSAGEM PROFÉTICA DE CANTARES DE SALOMÃO


1ª. Palestra

Pastor Marcos Antonio



·       1 Reis 4.32, nos declara que o rei Salomão disse  3.000 provérbios. E que seus cânticos foram 1.005 Cânticos.

·       Este é chamado de Cantares ou Cântico dos Cânticos – certamente porque é o mais sublime de todos os seus cânticos.

·       O livro de Salomão, também chamado de Cântico dos Cânticos, tem sido interpretado de diferentes formas.

1. INTERPRETAÇÃO FICTÍCIA
Há um grupo de eruditos que veem Cantares como um simples livro fictício, ou seja, é um drama que retrata o namoro de Salomão e seu casamento com uma pobre, mas bela jovem camponesa, porém, um drama que na realidade não aconteceu.

2. INTERPRETAÇÃO LITERAL-HISTÓRICA
A princípio, o livro Cântico dos Cânticos expressa um relacionamento entre um homem e uma mulher. Cantares é um registro poético do romance real de Salomão com uma mulher Sulamita. Sendo assim, o princípio básico da interpretação literal é que este livro é um poema que exalta o amor humano.

3. INTERPRETAÇÃO ALEGÓRICA
a) A interpretação alegórica Judaica:  JEOVÁ – ISRAEL
b) A interpretação alegórica Cristã:  JESUS – IGREJA   (Rm 15.4)

QUEM É A NOIVA...

·       O Livro de Cantares retrata com poesia e ternura como é a Noiva...

·       A linda jovem Sulamita, por quem o rei Salomão se apaixonou, nos revela de forma tipológica:                                       a Noiva do Cordeiro – a Igreja.

1.    UMA NOIVAPROVADA NO SOFRIMENTO, MAS GLORIOSA

Ct 1.5  “Eu sou morena, mas agradável, ó filhas de Jerusalém, como as tendas de Quedar, como as cortinas de Salomão.”

·       Ela está dizendo – “Eu sou escura” (N.V.I.)
E, por que ficou assim com a pele queimada...                           - A Resposta está no versículo  6    “Não fiquem me olhando assim porque estou escura; foi o sol que me queimou a pele...”

·       Ela está confessando que o poder do sofrimento não a deixou feia, sem beleza, sem graça.  Pelo contrário;  ela diz:  “Sou morena, mas agradável”  “Estou escura, mas sou bela”

·       Ela se compara a duas coisas existentes e conhecidas em sua época ali no Oriente:   Ela se compara.....                        ”...sou como as tendas de Quedar......sou como as cortinas de Salomão...”
·       Sou como asTendas de Quedar
Os nômades (beduínos) de Quedar  trabalhavam como negociantes
e criadores de ovelhas. Os seus numerosos
rebanhos, seus camelos e suas tendas, são mencionados
em Isaias, Jeremias e Ezequiel. Alguns deles eram
ferozes e temidos guerreiros (Jr 2:10).
Quedar era uma comunidade nômade no Norte da Arábia. Era conhecida por suas tendas, que eram feitas (tecidas) com pelos escuros de cabra.

Por isso – a Sulamita fala da cor de sua pele (escura) queimada pelo forte sol do Oriente.

Sua pele ficou queimada pelo sol, em razão de estar trabalhando nas vinhas do Rei Salomão – Ct 1.6 

Assim também a Igreja militante na terra, trabalhando arduamente para Deus,  atravessa os séculos pelo deserto desta vida, em sol abrasador:   
O sol das aflições (Jo 16.33); 
o sol das perseguições (1 Tm 2.13); 
o sol das tribulações (At 14.22)

·       Sou como as cortinas de Salomão

Ela se compara às cortinas do lindo palácio que Salomão construiu. Eram cortinas muito bonitas. Enchiam os olhos.
O soprar do vento, tremulando aquelas lindas cortinas de linho fino. O refletir do sol nelas – era um cenário encantador.
A noiva de Salomão se compara a estas cortinas: Lindas, coloridas, cheias de esplendor.

Assim também a Igreja:
Em Efésios 5.25-27 – Ela é Igreja gloriosa
“Cristo amou a Igreja e si mesmo se entregou por ela. Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela Palavra.           Para a apresentar a si mesmo, Igreja gloriosa, sem mácula nem ruga, nem coisa semelhante, mas  santa e irrepreensível.”

Em 1 Timóteo 3.15 – Ela é a Igreja do Deus Vivo
“...Igreja do Deus Vivo, coluna e firmeza da Verdade.”

Em Hebreus 12.24 – Ela é a Universal Assembléia e Igreja dos primogênitos

Em Malaquias 3.17 – Ela é o particular tesouro de Deus

Em Mateus 13.46 – Ela é a pérola de grande preço
A formação de uma pérola – ilustra como a Igreja foi formada, como nasceu.
Uma pérola – é resultado de grande sofrimento de uma ostra
A produção da pérola pela ostra nada mais é do que um mecanismo de defesa do animal, quando ocorre a penetração de corpos estranhos, como grãos de areia, parasitas, pedaços de coral ou rocha, entre a concha e o manto. Quando esse corpo estranho está no interior da ostra, o manto do animal envolve essa partícula em uma camada de células epidérmicas, que produzem sobre ela várias camadas de nácar, originando a pérola. O processo de fabricação de uma pérola pela ostra demora em média três anos, e geralmente elas são retiradas com 12 mm de diâmetro.


No Apocalipse 19.7,8 – Ela é a Noiva do Cordeiro – que está pronta para o Arrebatamento
1º.) Ela é a Noiva do Cordeiro
2º.) Ela está pronta para o Casamento
3º.) Ela está vestida de linho finíssimo, puro e resplandecente.

·       Note que ao se descrever, a amada noiva de Salomão – revela duas coisas:  Sofrimento e Formosura

·       O sofrimento torna a Igreja bela e gloriosa:
- Ilustração:   (Mt 5.14 – Luz do mundo)....                                         
Luz elétrica...(-)negativo , mais (+)positivo

A Igreja cresce na crise e sob o sol das aflições e da adversidade:
-Atos 2:41    “Os que de bom grado receberam a Palavra foram batizados.   E, naquele dia agregaram-se quase tres mil almas.”

-Atos 2:47    “E, todos os dias acrescentava o Senhor a Igreja, aqueles que iam sendo salvos.”

-Atos 4:4   “Muitos porém, dos que ouviram a Palavra, creram, e chegou o número desses a quase cinco mil.”

- Atos 5:14   “A multidão dos que criam no Senhor, tanto de homens como de mulheres, crescia cada vez mais.”

- Atos 6:7  “De sorte que crescia a Palavra de Deu, e em Jerusalém se multiplicava rapidamente o número dos discípulos.”

Nenhuma perseguição, aflição, banho de sangue, torturas – deteve a marcha da Igreja militante.
- Cada soldado da Cruz, que tombava no campo de batalha, que derramava seu sangue no martírio; mais linda a Igreja ficava:
Mateus – foi martirizado na Etiópia
Marcos – foi arrastado por um animal na Alexandria
Lucas – foi enforcado numa oliveira na Grécia
João – caldeira de óleo...Patmos....morre em Éfeso
Tiago, o menor – Lançado do Templo em Jerusalém
Filipe – enforcado na região da Frigia
Bartolomeu – foi esfolado vivo
Tomé – morreu pregado em uma cruz e pregou até o fim
André – foi atravessado por uma lança
Judas, o Tadeu – foi morto a flechadas.
Simão, o Zelote – foi crucificado na Pérsia.
Pedro – foi crucificado de cabeça para baixo
Tiago – foi morto a espada por Herodes  Agripa.
Paulo, o grande apóstolo das gentes – foi decapitado em Roma

1 Pe 4.14  “Se vocês são insultados por causa do Nome de Cristo;  felizes são vocês,   pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus repousa sobre vocês.”

Quanto maior  a dor e o sofrimento, quanto mais arde o sol das aflições – deixando a pele morena....Mais a Glória de Deus se manifesta na face da Igreja.

- O fogo das provações revela a formosura da Igreja – Estevão – At 6.15  “Olhando para ele, todos os que estavam sentados no Sinédrio viram que o seu rosto parecia o rosto de um anjo.”

Nossa Fé é provada no fogo das aflições:
– 1 Pe 1.6,7  “Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados por todo tipo de provação.  Para que a prova da vossa Fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo.”

Concluindo: 
Quanto maior o sofrimento, maior será a glória
2 Tm 2.12  “Se sofrermos, também com Ele reinaremos...”
- Rm 8.17   “E se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo:  Se é certo que com Ele padecemos,  para que também com Ele sejamos glorificados.”

- Lucas 24.26   “...convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória.”

sexta-feira, 30 de maio de 2014

OFERTANDO PELA ADORAÇÃO





“...e prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra.”  (Mt 2:11)

Duas palavras são inseparáveis no contexto das Sagradas Escrituras: adoração e dádiva.  
Bem verdade que alguém possa dar sem adorar.  No entanto, é impossível adorar sem dar.

A Adoração verdadeira envolve três áreas de suma importância:
1a.) A adoração mexe com meu corpo -  "...e prostrando-se..."
2a.) A adoração mexe com meu espírito - "...o adoraram..."
3a.) A adoração mexe com meu bolso - "...e abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra."
 
Vamos tomar alguns pontos de reflexão sobre a adoração como base motivadora do ofertar que Deus aceita:

1.      Quem adora ao Rei, traz presentes para o Rei
(Mt 2:1-12)
Este texto bíblico se refere aos magos que vieram do Oriente, a procura do Rei Jesus que nascera em Belém de Judá.   Estes magos ilustram com bastante nitidez o perfil de um verdadeiro adorador:

1.1               O verdadeiro adorador não mede sacrifícios para servir ao Senhor.
Eles vieram de terras longínquas, há centenas de quilômetros de Israel.  Mas, motivados por alguma revelação profética da parte de Deus;  saíram de sua cidade, e de comum acordo, empreenderam uma grande e desafiadora viagem até a terra do Senhor.
Por certo, ao longo da jornada, foram convidados pelo desanimo a voltarem ao lar;  certamente as agruras do caminho pelo deserto os abatera muitas vezes.   Mas, a esperança de encontrar o Rei para prestarem adoração, era sempre maior que qualquer desafio e dificuldades que se apresentavam no percurso.
Estes magos ilustram muito bem, aqueles crentes, que por amarem profundamente a Deus, enfrentam desafios de toda ordem e vencem muitas vezes o cansaço, para estarem na Casa de Deus, prestando seu culto.
É sempre emocionante lembrar, dos queridos irmãos, que nos lugares mais distantes, caminham muitos quilômetros (muitas vezes pelo meio das matas), para irem ao culto, adorar ao Rei.
Nunca me esqueci, do que ouvi recentemente de um irmão filho de um pastor pioneiro no Estado do Paraná, que me disse:
- “Meu pai viajava a pé, 40 quilômetros para dirigir um culto.  Muitas vezes, enfrentando frio e chuva; e eu hoje, tenho dois carros na garagem, e muitas vezes tenho preguiça de vir adorar a Deus em sua Casa.”

1.2             O verdadeiro adorador é dirigido pelo Céu
“E perguntaram: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus?  Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.” (Mt 2:2)
“E, tendo eles ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles,  até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino.  
E, vendo eles a estrela, alegraram-se muito com grande júbilo.”              (Mt 2:9,10)
Aqueles magos não tinham a mão nenhum instrumento de orientação para viajarem.   Nem sequer um mapa que os conduzisse com segurança. Mas, Deus proveu para eles um sinalizador perfeito – uma estrela.   Conforme ela sinalizava o rumo, assim seguiam. Não erraram a direção,  mas vieram pelo caminho traçado pelo céu.
Costumo dizer que como Igreja do Senhor na Terra, Deus nos deu um divino “GPS”, que é o bendito Espírito Santo: Guia Para Sempre.   “Mas, quando vier aquele Espírito da Verdade, ele vos guiará em toda a verdade...” (Jo 16:13)
Quando com minha família, trabalhamos como missionários na Alemanha (nos anos 95 e 96), ganhamos para Jesus um querido africano de Angola,  o irmão Job Pedro.  Ele nos contou que na região de Benguela, Angola;  possuía dois tios crentes em Jesus, obreiros do Evangelho – que trabalhavam juntos como pescadores.    Certo dia,  foram apanhados em alto mar, por uma grande tempestade.   Tal foi a tormenta, que os fez perder o rumo de volta para casa.    Ficaram perdidos no alto mar, por quinze dias.   E, quando já se encontravam completamente exauridos e sedentos, pois, toda a água potável tinha acabado;   dobraram os joelhos no pequeno barco, e clamaram ao Senhor:
- Senhor, nos envie socorro, se não, aqui morreremos!
De repente, uma luz muito forte brilha no céu,  e pouco a pouco se aproxima deles, e pára sobre o barquinho.   Em seguida aqueles dois servos de Deus, ouvem uma voz forte que saía daquela luz, que lhes dizia:
- Peguem os baldes e os encham com a água do mar.
Ao obedecerem a voz ao Senhor, enchendo todos os baldes que tinham;  ouviram em seguida novamente:
- Agora bebam da água dos baldes.
E para grande alegria, provaram de água doce, água potável da melhor qualidade.     Depois de reconfortados e animados;  em ato contínuo,  o Senhor lhes recomenda:
- Agora, sigam a luz!
Imediatamente, a luz começou a deslocar-se; e os dois irmãos, cada um com seu remo, foram seguindo a luz.   Depois de horas remando, de repente, um deles dá um efusivo brado de alegria:
- Glória a Deus! Olha lá a nossa casa! Estamos chegando! Glória a Deus!
       
1.3             O verdadeiro adorador materializa sua adoração na sua oferta
“E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se, o adoraram;  e, abrindo os seus tesouros,  lhe ofertaram dádivas:  Ouro, incenso e mirra.”  (Mt 2:11)
Com os magos do Oriente aprendemos que o ato de ofertar  deve ser precedido pela sincera adoração.    Biblicamente, não recomendável o serviço preceder a adoração.  Pois, a Palavra nos ensina que a adoração sempre deve anteceder qualquer trabalho que intentamos fazer para Deus.    Notemos o que Jesus disse ao diabo em Mateus 4:10 “...Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás.”     Primeiro Jesus fala de adorar e depois de servir,  porque segundo a Palavra,  a adoração deve sempre preceder o serviço.
O que Deus espera, é que antes de abrirmos o bolso, nosso coração esteja aberto primeiro para Ele.
É significativo, se observar esta verdade bíblica nos magos do Oriente,  que poderiam chegar, e abrirem seus tesouros, ofertarem ao Rei, e depois o adorarem.  
Mas, isto não ocorreu.  Primeiramente, eles se prostram (como fiéis súditos diante de seu potentado); em seguida começam a adorar, para depois abrirem seus tesouros e ofertarem.
Quando todos os crentes entenderem e praticarem esta verdade; algo de grandioso começará a acontecer em suas vidas.  Bênçãos sem medida serão derramadas. Promessas grandiosas serão cumpridas, e uma colheita extraordinária ocorrerá, fruto da semeadura feita com adoração.

2.     Quem adora a Deus, traduz pela oferta o valor   de sua adoração
“E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor.
E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura;   e atentou o Senhor para Abel e para sua oferta.
Mas para Caim e para a sua oferta não atentou.   E, irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante.
E o Senhor disse a Caim:  Por que te iraste?  E por que descaiu o teu semblante?
Se fizeres bem, não haverá aceitação para ti?  E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o teu desejo, e sobre ele dominarás.”   (Gn 4:3-7)

2.1             Por  que Deus rejeitou a oferta de Caim:

Primeiro:  Porque Caim ofertou sem adorar
Este tipo de oferta não agrada a Deus.   Já ouvimos o ensino errôneo, de que Deus não aceitou a oferta de Caim, por ser fruto da terra; e aceitou a oferta de Abel, por ser a primícia do seu rebanho. Antes de olhar para a oferta, Deus olha para o ofertante. Acredito que em muitos templos se oferta sem adorar a Deus. Penso que isto ocorre, resultado da falta de ensino bíblico correto a respeito; que fez com que boa parte de nosso povo nestes anos, entendesse de forma errada, que o momento das ofertas no culto, estava dissociada do culto.
Que pasmem os que ainda pensam assim,  ao saberem que o culto no Tabernáculo, e posteriormente no Templo, se resumia em ofertas.  Pois toda a adoração se materializava em ofertas.    
“Dai ao Senhor a glória devida ao seu Nome;  trazei oferendas e entrai nos seus átrios.”   (Sl 96:8)

Segundo:   Porque o coração de Caim não estava na oferta
Quando o nosso coração não está na oferta, ofertamos por costume apenas; e não raras vezes, externamos no gazofilácio, nosso egoísmo e avareza.
Quando o ofertante se funde na sua oferta, isto é; quando o seu coração é entregue com sua oferta, tem a aprovação daquele que sonda os nossos corações.

Terceiro:   Porque o coração de Caim estava cheio de ódio pelo seu irmão
Quando Deus não atenta para Caim e para sua oferta, e este fica fortemente irado contra seu irmão Abel. Imediatamente Deus em sua misericórdia, dá a oportunidade para Caim fazer novamente tudo direito:
  “Se fizeres bem, não haverá aceitação para ti?...” (Gn 4:7).    E para Caim, fazer direito, seria primeiramente pedir perdão a Deus e se humilhar de todo o coração
(Is 57:15), e em seguida procurar seu irmão e lhe pedir   perdão sinceramente.   Feito isto, tomaria a sua oferta e a apresentaria ao Senhor.  
Quantos ofertantes em nossos dias, que se apresentam reprovados diante do Senhor, porque não perdoam seu próximo.   Jesus nos ensina, que sem perdão e reconciliação, Deus não aceita a nossa oferta:  “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti.   Deixa ali  diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão,  e depois vem,  e apresenta a tua oferta.”    (Mt 5:23,24)

            Quarto:   Por que Caim era do maligno
             Nossa oferta de adoração não pode ser aceita por Deus, se estamos comprometidos com o diabo.
           “Não como Caim, que era do maligno...”  (1 Jo 3:12)

            2.1  Por que Deus aceitou a oferta de Abel ?

Primeiro:  Porque Abel antes de dar sua oferta, se deu primeiro ao Senhor
É significativa a expressão do texto bíblico, que em tempo algum declara ter Deus atentado para a oferta e depois para Abel: “E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura;   e atentou o Senhor para Abel e para sua oferta.”

Segundo:  Por que a oferta de Abel foi semeada com fé                                                                                         
“Pela fé,  Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que
 Caim,  pelo qual alcançou testemunho de que era justo,  dando Deus testemunho de seus dons, e, por ela,  depois de morto, ainda fala.”  (Hb 11:4)

Terceiro:    Porque Abel sabia que a melhor oferta é um coração quebrantado e contrito diante de Deus
“Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado;  a um coração quebrantado e contrito não desprezarás,  ó  Deus.”  (Sl 51:17)
Abel nos ensina que antes de abrirmos o nosso bolso, devemos abrir o nosso coração inteiramente.  E, não somente abri-lo, mas, rasgá-lo diante dele:               “E  rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes.,  e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus;   porque Ele é misericordioso, e compassivo,  e tardio em irar-se,  e grande em beneficência e se arrepende do mal.”  (Jl 2:13)

3.      Preciosas lições sobre adoração com os vinte e quatro anciãos
     O apóstolo João, ao entrar na sala do Trono, em Apocalipse quatro, vislumbrou o mais precioso cenário de adoração a Deus.
Dos vinte e quatro anciãos (que são sem dúvida, seres angelicais de elevada hierarquia nos céus), podemos aprender uma verdadeira aula sobre adoração:

Primeira lição:     Proximidade de Deus é uma das características do verdadeiro adorador
“E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos;  e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos...” (Ap 4:4)
Muitos crentes imaginam serem adoradores, em decorrência de virem ao templo, uma ou duas vezes na semana.  Mas, a adoração segundo Deus, é mais do que um tempo na igreja,cantando louvores.   A adoração é mais do que um momento de culto, é um estilo de vida.   Tanto é que a palavra adoração no Hebraico significa curvar-se e render-se completamente ao Senhor.
Segunda Lição:     Santidade é a virtude essencial do verdadeiro adorador
É significativa a expressão da palavra ao descrever as vestes dos vinte e quatro anciãos:  “...vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestes brancas...”  (Ap 4:4)
Como adorar ao Rei com as vestes sujas?  Impossível.     Adoradores verdadeiros lavam suas vestes espirituais no Sangue do Cordeiro:  “Mas, se andarmos na Luz, temos comunhão uns com os outros, e o Sangue de Jesus Cristo seu Filho, nos purifica de todo o pecado.” (1 Jo 1:7)
“Bem aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no Sangue do Cordeiro,  para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na cidade pelas portas.”              (Ap 22:14)

Terceira lição:   Depositar aos pés do Rei o que temos, é prova de adoração
“Os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono,  adoravam o que vive para todo o sempre e lançavam suas coroas diante do trono, dizendo:    Digno és,  Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque Tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.” 
(Ap 4:10,11)
O Senhor nos tem coroado com suas bênçãos, com sua Graça e Bondade.
 Que o adoremos na beleza de sua santidade, oferecendo-lhe o nosso melhor, tão bem ilustrado, no magistral gesto de adoração dos vinte e quatro anciãos, ao tirarem as coroas de suas cabeças, e as depositando aos pés de Cristo.
É na adoração que nossos dízimos e ofertas, ganham uma dimensão celestial.  E, nesta ambiência gloriosa, entregamos tudo o que somos e temos, aos pés daquele a quem tanto amamos.
A Ele todo louvor e toda a glória, para sempre!  Amém!

Pastor Marcos Antonio

domingo, 13 de abril de 2014

QUATRO TIPOS DE MENTALIDADE


Gn 22:1-14

Introdução:
.A história descrita neste capítulo 22 do Livro do Gênesis,     é uma das mais maravilhosas de toda a Bíblia.

.É maravilhosa por Duas  razões principais:
1ª.) Porque esta história nos reporta ao Calvário e ao amor de Deus por nós – Jr 31.3;  Jo 3.16;  13.15;  Rm 5.8;  Gl 2.20
- Ilustração: “...Deus um dia diz a Abraão:  Vou dar meu único filho em sacrifício para salvar o homem...Abraão pergunta:...Mas, como isto será possível...Deus é espírito...Deus tem um filho...e vai dar seu filho...”

2ª.) Porque esta história nos ensina o que significa a verdadeira Adoração.   Porque todos os requisitos do verdadeiro adorador, nós encontramos aqui neste relato de Abraão indo ao sacrifício no Terra de Moriá.

.E nesta perspectiva – quero vos pregar nesta noite sobre QUATRO TIPOS DE MENTALIDADE:

1.  MENTALIDADE DE ABRAÃO      (como é...)

a)   Conhece a Deus como seu Deus – Gn 17.1; Os 6.3;  Jr 9.23,24


b)   Sabe que Deus é seu melhor amigo – 2 Cr 20.7; Is 41.8; Tg 2.23......Gn 18.17.............


c)    Discerne a voz de Deus e obedece Gn 22.1  “Eis-me aqui...”
- Adoração no Hebraico:  “Não curvar-se diante de um soberano,  mas, submeter-se a Ele”
- Quanta gente que diz que adora a Deus, mas, não lhe obedece...Pensam que Adoração é só um momento de culto.
- O que Deus pediu a Abraão foi algo que exigia a maior das renúncias...Mas, Ele entregou tudo a Deus...
- 1 Sm 15.22;    At 5.29;    Rm 6.16


d)  Sabe o que significa Adorar a Deus:
- Primeiro:  Abraão prioriza a Deus – Gn 22.1

- Segundo:  Abraão sobe...(Não se adora sem subir às regiões celestiais – Ef 2.6; 1.3;   Ap 4.1,2)

-Terceiro:  Abraão vai adorar a Deus e leva o cutelo – (arma cortante) – Não venha adorar sem a Palavra - Leve a Palavra...só ela pode dilacerar e cortar o mais profundo do coração – Hb 4.12,13

-Quarto:  Abraão vai adorar e traz lenha – (aquilo que pode queimar) – Venha adorar e traga tudo o que queima... Idéia de capacidade, soberba, cátedras, diplomas, status, influência...

- Quinto:  Abraão traz fogo de casa
Note que ele não acende o fogo, quando chega lá em cima.  O fogo ele traz de casa.
Crente que reclama da igreja...do culto...da música...do pregador...    – Conselho do Espírito Santo: Traz fogo de casa...

- Vamos ao segundo tipo de mentalidade:


2.     MENTALIDADE DE ISAQUE  (Como é esta mentalidade...)

a)   A mentalidade de Isaque é a mentalidade da disposição voluntária para servir
- Isaque ao ser chamado já foi pondo a lenha nas costas...e com prontidão, seguia seu pai.



b)  A mentalidade de Isaque é a mentalidade humilde.
- Isaque podia reclamar o peso da lenha...Não reclama...é para Deus...vou carregar...vou levar...vou fazer...

c)    A mentalidade de Isaque é a mentalidade de obedecer, mesmo muitas vezes não entendendo...
- Isaque podia não estar entendendo...Porque deve ter entrado em conflito...Pois, o cordeiro (matéria prima do sacrifício) não estavam levando.
- Isaque representa o crente que apesar de não estar entendendo o que Deus está fazendo...Mas, obedece!
- Rm 8.28;  Jo 13.7....

d)  A mentalidade de Isaque é a mentalidade do ir junto – da união e da unidade com os irmãos
Gn 22.6  “E foram ambos juntos...”
- Crentes que não tem a mentalidade de Isaque não querem união, vivem em contendas, vivem isolados – Sl 133.1-3


3.     MENTALIDADE DE JUMENTO
Gn 22.3 – fala um jumento que entra na história do sacrifício

a)   A mentalidade de jumento é a mentalidade fechada, sem entendimento – Lc 24.25;  Rm 12:1-3

b)  A mentalidade do jumento é mentalidade do orelhudo
- Representa aquele que gosta do leva e trás...Gosta de ouvir a miséria dos outros...fofóca...  


c) A mentalidade de jumento é a mentalidade da teimosia
- O jumento é tido como o animal mais teimoso que se tem notícia
- Salmo 32.9   “Não sejas como a mula (o jumento) que não tem entendimento.”


4.     MENTALIDADE DE ESCRAVO
Gn 22.3  - Nos diz que dois escravos entram na História do Sacrifício

a)   Primeiro:  A mentalidade de escravo não entende o plano do Senhor
- Imaginem: Se aqueles escravos ficam sabendo o que Abraão estava indo fazer...Pensariam: O patrão edoidou... ta louco...Onde já se viu isto...
- Tudo porque...mentalidade de escravo, não entende os mistérios de Deus – Mt 11.25;  1 Co 2.9,10

b)   Segundo:  A mentalidade de escravo não entende o que significa Generosidade e Liberalidade.
- Porque é uma mentalidade mesquinha, miserável:

.Ilustração: (Serviço social e a mente de escravo...SAL – doações em uma Igreja:   GUARDA CHUVA SEM PANO – VENTILADOR SEM HÉLICE.....

c)    Terceiro:  A mentalidade de escravo é uma mentalidade mesquinha – Não consegue pensar grande, não sonha os sonhos de Deus – Jr 33.3


Concluindo:

1º.) QUEM PODE SUBIR AO MORIÁ...
- Abraão e Isaque sobem – (Quem tem estas mentalidades podem adorar a Deus – Jô 4.23,24)

- Mas,  o jumento e os escravos – Foram proibidos de subir
- Mentalidade de jumento, mentalidade de escravo...ficam no sopé da montanha....Só os crestes Abraãos e Isaques podem ver a Face de Deus

2º.) Escravo não adora -  E, por que não adora... – Resp: Uma mente escravizada, presa...cativa pelo pecado

3º.) Jumento não adora – Porque não existe nele entendimento... Não se pode adorar a Deus sem conhece-lo.

4º.) Senhor, dá-nos hoje a mentalidade de Abraão – Mentalidade de adorador por excelência que sabe priorizar o Senhor
- Ilustração: (Ilustração:  Irmão em pé – quando faz aniversário.....)

5º.) Senhor, dá-nos a mentalidade de Isaque.  Uma mentalidade de coração submisso e humilde....


-O Senhor hoje...levantou-se do seu trono...veio pelos corredores do seu palácio...parapeito da eternidade, e olhou para o planeta terra....e bradou: Encontrei! Encontrei....adoradores....

Pastor Marcos Antonio

A RESTAURAÇÃO DE JOÃO BATISTA

  A RESTAURAÇÃO DE JOÃO BATISTA Mateus 11.1-11   Introdução:   ü Quero chamar a tua atenção para um dos personagens da Bíblia , q...