sexta-feira, 11 de abril de 2008

ILUSTRAÇÕES

UNIDOS NO MESMO IDEAL

Em nenhum texto da Bíblia Sagrada encontramos que devemos viver ilhados. Pelo contrário, a Santa Escritura nos ensina o valor da união entre os irmãos.

Creio que o Salmo 133, é o que melhor retrata esta verdade: “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! É como óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla dos seus vestidos. Como o orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a benção e a vida para sempre.”

Ricas lições podemos aprender com os gansos selvagens, no que tange ao valor da união.

Quando o bando alça seu vôo, todos os gansos se agrupam formando um “V” , criando um vácuo para o ganso seguinte passar. Já está provado, que um ganso voando nesta formação, faz 70% a menos de esforço do que voasse sozinho. Quando um ganso sai da formação, sente fortemente a força do vento, fazendo-lhe resistência; rapidamente, volta ao bando.

Outro ponto digno nota, é que quando o ganso líder se cansa, ele passa para trás e imediatamente outro assume o seu lugar, voando para a posição a frente de todo bando.

Enquanto o bando voa, os gansos que estão atrás grasnam para encorajar os que estão na frente.

Se um deles adoece, dois gansos abandonam a formação e seguem o companheiro enfermo, para ajudá-lo e protegê-lo. Permanecem com ele atéque esteja em condições de voar novamente ou venha a morrer. Somente depois disso eles voltam ao mesmo bando ou entram em outra formação de outro bando.

Podemos observar desta belíssima ilustração quatro coisas de vital importância:

  • Quando trabalhamos unidos a carga fica no mínimo 70% mais leve – Gl 6:2
  • Isolar-se do grupo e querer seguir sozinho, é ser um candidato em potencial para ser derrotado pela força dos ventos.
  • Como está o nosso grasnido de motivação para com aqueles que estão à nossa

frente ? – 1 Co 15:58

  • Estamos dispostos a acompanhar o irmão ferido e cansado, a fim de animá-lo até que volte ao nosso convívio ? – 1 Ts 5:14
Pr. Marcos Antonio

OLHE A VIDA COM OLHOS DA FÉ

O pessimista vê uma calamidade em cada oportunidade; por sua vez, o justo que vive da Fé, vê em cada calamidade uma oportunidade.

Na carta aos Hebreus, lemos: “O justo viverá da Fé, e se ele recuar a minha alma não tem prazer nele.” (Hb 10:38).

Na verdade quem olha a vida com os olhos da impossibilidade, jamais verá Deus na vida.

Conta-se de uma empresa que desenvolveu um grande projeto para exportar sapatos para a Índia. Para alcançar seu arrojado intento, enviou para pontos diferentes do país, dois vendedores, para após análise de mercado, enviar parecer para o escritório central da empresa.

O primeiro vendedor enviou o seguinte relatório:

Senhores, cancelem o projeto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos.” Sem ter conhecimento deste relatório, o segundo vendedor enviou o seu:

“Tripliquem a produção de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos.”

Que interessante, o mesmo fato visto por óticas diferentes.

  • Paulo nos ensina que devemos andar por fé e não por vista – 2 Co 5:7
  • Os olhos da fé vislumbram grandes bênçãos ao verem grandes desafios – Hb 11:29,30

Pr. Marcos Antonio


SAINDO DO FUNDO DO POÇO

Li a respeito da águia, que com habilidade usa a força do vento para subir mais alto. De igual modo devemos com ajuda do Senhor, escalar as montanhas de dificuldades à nossa frente para estar mais perto de Deus.

É da lavra do apóstolo Paulo o precioso ensino de que a tribulação nos aperfeiçoa para uma vida cristã vitoriosa: Aos Romanos ele escreveu – “E, não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz paciência.” (Rm 5:3).

Um fazendeiro tinha muitos cavalos. Um dia um deles caiu em um poço abandonado. Depois de usar todos os meios que tinha para tirar o animal, porém, sem nenhum êxito; resolveu sacrificar o cavalo, jogando terra e entulho no profundo poço. A intenção era soterrar o animal.

Mas, à medida que a terra caía em seu dorso, o animal sacudia e ela ia se acumulando no fundo do poço, fazendo com que o cavalo fosse subindo. Logo, o fazendeiro percebeu que o cavalo não se deixava soterrar, pelo contrário, usava a terra e o entulho para vir para cima, até que finalmente conseguiu sair.

Se estás no fundo do poço, e ainda sobre ti descem pedras, terra e entulho (lutas e dificuldades da vida); saiba que Deus quer que em seu Nome que você pise sobre todas estas coisas, e suba mais alto para depois sair livre e vitorioso.

“Mas em todas estas coisas, somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.”

(Rm 8:37).

Pr. Marcos Antonio

DEVEMOS CONSTRUIR PONTES

Sempre estou pedindo a Deus em meu ministério pastoral, que faça de mim um instrumento de pacificação onde houver guerra, um arauto da reconciliação onde existir animosidade, uma voz que agregue os corações que estão alienados da comunhão.

Certo cristão perguntou a um pastor, o que significava pastorear. Prontamente ele respondeu: “Pastorear é a divina arte de administrar conflitos.”

Nos ensinos bíblicos e aconselhamento pastoral, tenho me utilizado da linda história, que apresento abaixo, e que tem servido de uma profunda mensagem para apaziguar, agregar e restaurar a comunhão rompida entre irmãos.

Conta-se de dois irmãos que moravam próximos, separados apenas por um estreito riacho. Viviam em perfeita harmonia, até que um dia, discutiram, trocaram palavras ríspidas, seguindo-se a quebra da comunhão; a ponto de não se falarem mais.

O irmão mais velho contratou um carpinteiro, e pediu-lhe para comprar madeira e construir uma grande cerca, pois não queria, nem mesmo ver a casa do irmão mais novo do outro lado do riacho. Dando instruções ao carpinteiro, asseverou:

- Quero que construa uma cerca bem alta, para que nunca mais eu veja meu irmão.

Depois de dar esta ordem ao carpinteiro, foi até a cidade. Quando retornou no final da tarde, não pode acreditar no que viu. Não havia nenhuma cerca. Em seu lugar havia uma ponte ligando as duas margens do riacho, de sua casa até a casa de seu irmão.

Ao erguer os olhos, viu seu irmão de braços abertos vindo pela ponte ao seu encontro.

Correram, e com muitas lágrimas, no meio da ponte se abraçaram e se perdoaram, encerrando assim todo o desentendimento.

Que em nosso relacionamento interpessoal possamos sempre construir pontes e não barreiras.

Pr. Marcos Antonio

ISTO TAMBÉM PASSARÁ

Como é importante administrar com sabedoria os momentos de dor e os momentos de glória.

No furor dos embates da vida, é primordial ter a certeza que aquilo nos ocorre, é exatamente o que o apóstolo das gentes Paulo escreveu aos irmãos de Corinto, que a nossa tribulação é leve e momentânea. Isto é, não dura para sempre.

Em quais situações se conhece melhor alguém?

Sem dúvida, nas agruras da aflição e no topo da fama e da glória. Nestes dois estágios da vida temos que possuir um coração humilde e dependente dAquele que disse: “Sem mim nada podeis fazer” (Jô 15:5).

Conta-se de um rei bondoso e sábio que se encontrava no final de sua vida. Um dia pressentindo a chegada da morte, chamou seu único filho, tirou do dedo um anel e deu-lhe dizendo:

- Quando fores rei, leve sempre contigo este anel. Nele está uma inscrição.

Quando passares por momentos difíceis ou de glórias, retire o anel e leia o que nele está escrito.

O velho sábio rei morreu, e seu filho passou a reinar em seu lugar, sempre usando o anel que seu pai lhe dera.

Passado algum tempo, surgiram conflitos com o reino vizinho que culminaram numa grande guerra.

E num momento de grande angústia no aceso das batalhas, vendo mortos e muitos feridos caídos em meio ao rio de sangue; lembrou-se do anel, tirou-o e leu a inscrição: “Isto também passará” .

E continuou a lutar com seu valente exército. Perdeu batalhas, venceu outras tantas, mas ao final saiu vitorioso.

Ao retornar para seu reino, entra coberto dos lauréis da conquista e coroado de glórias, sendo aclamado por todos como o maior dos heróis. Neste momento ele lembra de seu velho e querido pai. Tira o anel, e novamente lê: “Isto também passará”.

Pr. Marcos Antonio

UNIDOS E VITORIOSOS

Estando em seus últimos momentos de vida, certo pai reuniu seus oito filhos, para dar-lhes seu último conselho.

Toma nas mãos uma vara e a passa ao mais velho e lhe diz:

- Quebre-a !

Assim fez o rapaz, quebrando a vara sem nenhuma dificuldade.

O pai, em seguida toma a vara quebrada e parte-a fazendo oito gravetos.

Ao formar um feixe, entrega ao filho primogênito, e lhe diz:

- Tente quebrar o feixe.

O jovem tentou, usou toda a sua força, e nada conseguiu.

O pai então disse:

- Se vocês estiverem desunidos, serão facilmente vencidos. No entanto, se estiverem unidos vocês vencerão todas as lutas da vida.

Sabiamente escreveu o rei Salomão, no livro de Eclesiastes: “Melhor é serem dois do que um... E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.” (Ec 4:9,12).

Pr. Marcos Antonio

O EXTRAORDINÁRIO VALOR DO PERDÃO

“Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como Deus vos perdoou em Cristo.” (Ef 4:32).

Diz uma lenda árabe que dois amigos pelo deserto, tudo ia bem até iniciarem uma séria discussão que terminou em agressão física. Um deles, ofendido, sem nada dizer, escreveu na areia: Hoje, meu melhor amigo me bateu no rosto.

Seguiram viagem, e logo em seguida chegaram a um oásis, resolveram tomar um banho para se refazerem. O que havia sido esbofeteado começou a se afogar e imediatamente foi salvo pelo seu amigo. Logo após, estando são e salvo, pegou sua faca e escreveu numa das rochas que ali havia: Hoje, o meu melhor amigo salvou-me a vida. Intrigado o amigo perguntou: - Por que, depois que bati em seu rosto, você escreveu na areia e, agora, escreveu na pedra ?

Sorrindo, o outro amigo respondeu: - Quando um amigo nos ofende, devemos escrever na areia, onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar; porém, quando nos faz algo grandioso, devemos gravar na pedra da memória do coração, onde nenhum vento poderá apagar.

Pr. Marcos Antonio

VALORIZANDO OS VERDADEIROS TESOUROS

Certo dia, o dono de um pequeno comércio abordou na rua seu amigo, o poeta Olavo Bilac:

- Sr. Bilac, estou precisando vender meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que poderia redigir para mim um anúncio para o jornal ?

Olavo Bilac apanhou lápis e papel, e escreveu:

“Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortado por cristalinas e plácidas águas de um lindo ribeirão.

A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes nas varandas.”

Alguns meses depois, o poeta encontrou-se com o comerciante e perguntou se ele já havia vendido o sítio:

- Nem pensei mais nisso – disse o homem. – Depois que li o anúncio é que percebi a maravilha, o tesouro que tinha.!

Às vezes, não percebemos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás da miragem de falsos tesouros. Devemos valorizar o que temos. E quantos tesouros temos recebido do Senhor: Nossa Salvação em Cristo, a Alegria da Salvação, a Certeza de Vida Eterna, o nosso nome escrito lá na glória, os talentos, nossa família, nossos filhos e nossos amigos.

Que estes verdadeiros tesouros sejam apreciados e valorizados por todos nós.

Pr. Marcos Antonio

FELICIDADE NÃO DEPENDE DO QUE TEMOS

Creio que na existência, administrar a realidade do “TER’’ e do “SER”, é uma das coisas mais difíceis. Tudo porque, isto exige maturidade de cada um de nós, no sentido de valorizarmos mais o ser do que o ter.

O pensamento corrente é o do “vale quanto pesa”, quando somente se atribui valor ao que se tem, e não ao que se é.

A Palavra de Deus reiteradas vezes fala a respeito da importância das virtudes morais e espirituais, que valem mais do que riquezas.

Conta-se que, no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.

O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num pequeno quarto, muito simples e cheio de livros.

As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.

- Onde estão seus móveis? – perguntou o turista.

E o sábio, bem depressa, perguntou também:

- E onde estão os seus ?...

- Os meus?! – surpreendeu-se o turista. – Mas eu estou aqui só de passagem!

- Eu também... – concluiu o sábio.

Estamos na Terra de passagem, somos peregrinos. Nossa pátria, como escreveu Paulo está nos Céus (Fp 3:20) onde está o nosso verdadeiro tesouro (Mt 6:19,20 e 1 Pe 1:4).

E, que jamais nos esqueçamos que os verdadeiros valores são eternos, nos quais o nosso olhar deve fixar-se.

Pr. Marcos Antonio

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