sábado, 5 de setembro de 2009

AVIVA-NOS SENHOR !

Avivamento, palavra falada por todos, vivida por não muitos. Tudo porque, requer-se um preço, que é a busca do poder pentecostal genuíno e verdadeiramente bíblico.

O Avivamento Verdadeiro traz sempre três marcas, que o identifica:

Primeiro este Avivamento é bíblico.
Lembremo-nos que as verdades pentecostais estão por toda a Bíblia; a promessa do batismo com Espírito Santo, a efusão dos dons espirituais, o poder do Espírito na Igreja, a renovação, etc.

Em segundo lugar este Avivamento é atual.
Engana-se quem imagina que somente no período apostólico, a Igreja desfrutou desta benção pentecostal. Através dos séculos, o Consolador amado tem derramado torrencialmente sua graça e poder. E nestes últimos dias, chegam-nos notícias do que o Senhor está fazendo perto e em terras longínquas do planeta – Glória a Deus; Jesus está voltando!

Em terceiro lugar este Avivamento é experimental.
Sim, porque todos podem desfrutá-lo. A condição será sempre um coração quebrantado e contrito; um espírito faminto e anelante pelo Espírito do Senhor.

Jesus disse em João 7:37 “Quem tem sede, venha a mim e beba”. Crentes desejosos serão sempre o endereço da operação do poder de Deus.

Quero destacar um fato digno de nota: Tenho obeservado em nossos dias dentro da Igreja Pentecostal, tres tipos de crentes com relação ao Avivamento:

Primeiro: Os que estão longe do Avivamento.

São àqueles que acham que não precisam de renovação. Vivem uma eterna letargia – resultante da falta de oração, amor à Palavra de Deus, falta aos cultos e uma comunhão mais estreita com o Senhor.

Segundo: Os que entram no Avivamento.

É surpreendente o número dos que até entram no Avivamento, mas infelizmente, o Avivamento ainda não entrou neles. São os andarilhos eclesiáticos, os turistas do avivamento. Eu os denomino também de “romeiros evangélicos”, que nunca tiveram raíz em uma igreja local, que vivem de igreja em igreja, em busca de bençãos, mas sempre sem nenhum compromisso. Biblicamente, a Igreja não corre atrás de sinais; ao contrário, os sinais correm atrás da Igreja. Em S. Marcos 16:17 “E estes sinais seguirão aos que crerem”

Terceiro: Os que o Avivamento entrou neles.

São os que vivem na plenitude dos dons, mas nunca em detrimento do Fruto do Espírito (Gl 5:22). Pois Jesus não disse que seríamos conhecidos pelos Dons, mas pelos frutos: “Pelos seus frutos, os conhecereis” (Mt 7:20).

Tal como na borda das vestes do sumo-sacerdote haviam de forma alternada, campainhas e romãs; ensinando-nos o equilibrio que deve haver entre fruto e Dom.

O crente que tem em seu coração o Avivamento, tem Cristo em sua vida, dá bom testemunho, brilha como luz neste mundo escuro, é cheio do Espírito Santo, é dinamico e operante em testemunhar de Cristo, é canal das operações sobrenaturais do Espírito, é vitorioso sobre a carne, sobre o mundo e o diabo; e vive esperando o regresso de nosso Senhor e Rei.

Ao escrever estas linhas sobre este tão palpitante tema, transcrevo abaixo, o testemunho de meu querido pastor José Pimentel de Carvalho, uma das principais colunas do Movimento pentecostal no Brasil. Leiamos seu inspirador testemunho:

“A maior experiência na minha vida, diria a primeira, se deu quando aceitei a Cristo, com 14 anos de idade. Servia como ajudante de um tio meu, responsável pelo trabalho na localidade; numa fazenda. Era analfabeto e eu lia a Bíblia para ele. Certo Domingo, disse ele: -José, hoje você vai pregar! Eu não discuti, apesar de não saber pregar, mas sabia ler. Então abri em Mateus 24, para fazer a leitura daquele capítulo que seria a minha pregação. Desconhecendo que é um capítulo polêmico, pois os teólogos polemizam muito esta passagem. Na minha ignorância e inocência comecei a ler. Quando estava no versículo 10, o porteiro chegou e disse: -José, aí tem uma turma, que veio com ordem do fazendeiro, para acabar com o culto. Imediatamente disse a ele que contasse ao meu tio. Eu estava em pé no salão iluminado por lamparinas a querosene, portanto estava com os olhos bem colados na Bíblia para prosseguir a leitura.

Quando recebi o aviso, levantei a cabeça, enquanto os joelhos começaram a bater um no outro. De repente, Jesus começou a batizar com Espírito Santo, tres meninas de 14 a 16 anos, uma a uma de um extremo do banco ao outro, até batizar seis meninas. Uma sétima menina, começou a gritar, chamando a atenção de todos. A turma que veio para acabar com o culto, estava próximo à porta e janelas, quase subiam uns nos outros, para ver o que acontecia, mas não entravam. Fiquei parado, trêmulo, mas permaneci em pé.

Jesus depois de batizar a sétima menina, batizou um rapaz que era meu companheiro, mais velho do que eu, com 15 anos de idade. Naquele instante, ele saiu caminhando de joelhos pelo corredor e foi até perto da porta e profetizou para aquela gente (em torno de 20 a 25 homens armados com foices e pedaços de pau). Estavam todos aglomerados junto à porta. Eles não suportaram o poder e a unção e foram se retirando. O capataz tentou permanecer, mas o rapaz de nome Militão, continuou profetizando, até que o homem foi embora.

Quando Militão voltou ajoelhado pelo corredor; chegou na frente, levantou as duas mãos e profetizou outra vez: -Meu servo continue, porque eu estou contigo. Pensei que era para continuar a leitura, então o fiz. Jesus batizou mais nove irmãos com Espírito Santo, levando o encerramento do culto para as 23 horas, com um poder extraordinário.

No dia seguinte, eu e Militão, que trabalhávamos com o capataz da fazenda, de posi de recebermos as tarefas, fomos interrogados: -O que é que vocês tem naquelas reuniões? Prontamente respondi: -Nós temos Jesus!

Ele argumentou: -Olha rapaz, eu nunca vi coisa igual. Tive de voltar à fazenda e dizer para o proprietário que não podia acabar com aquela reunião; porque conheço você, conheço o Militão. Apesar disso, a força e o poder ali presentes eram extraordinários, e deve ser de Deus. O fazendeiro disse: -Então deixa. Aí eu perguntei ao capataz Manoel Armindo o que ele tinha visto, e ele respondeu-me: -Quando cheguei vi voce em pé e um clarão por trás de voce, como se fosse um arco. Depois que iniciou o barulho, não vi mais nada, porque o clarão se tornou como uma nuvem de fumaça e encobriu vocês todos. Só era possível ouvir o barulho.

Quando Militão apareceu ajoelhado, parecia um rolo compressor, que nos expulsava. Meus companheiros não aguentaram e eu também não; porque cada vez que ele levantava as mãos e as sacudia, pareciam como marretadas no meu peito. Tive que fugir, senão morreria lá.”



Este vibrante testemunho da Fé Pentecostal, nos desperta para busca incessante do real, bíblico e verdadeiro avivamento.

O Deus de ontem é o Deus de hoje – Com seu Espírito glorioso quer trabalhar em nosso meio. Possamos dar liberdade às suas obras sobrenaturais, e nunca limitá-lo ao nosso protocolo liturgico ou tradições. Notamos num testemunho como este do pastor Pimentel, que naquela reunião todos desconheciam o protocolo da liturgia; estavam completamente alienados do que significava leis normativas da Hermenêutica. E o que dizer do menino pregador, desprovido de qualquer ajuda homilética e teológica. Mas naquele culto eles estavam cheios de Deus, envolvidos pelo verdadeiro avivamento; que fez com que o Senhor batizasse os crentes com Espírito Santo e desse portentoso livramento aos seus filhos. Busquemos este avivamento, busquemos incessantemente até recebe-lo.

Pois sem dúvida alguma, nesta última hora da Igreja na Terra, seremos mais operosos se não sairmos debaixo do caudaloso chuveiro do verdadeiro Avivamento.

Que Deus nos ajude, que nos inpire, que nos quebrante, que nos faça chorar nossa mesquinhez, nossa soberba denominacional; que nos tome com sua Forte Mão e nos faça a voltar ao Pentecóste, onde os homens desaparecem e surge o Grande Deus, onde todos os títulos se escondem atrás da Cruz, onde o quebrantamento é o palco das operações do Espírito Santo.

Oh, Senhor dá-nos este Avivamento !

Pr. Marcos Antonio

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