quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A GANGORRA

  Seus poemas ainda hoje falam,

dando-nos as mais preciosas lições 

(Pr. Marcos Antonio)



  A GANGORRA
Quando eu desço, você sobe,
quando eu subo, você desce...
Lá fora dança a gangorra,
desde que o dia amanhece...

Desce e sobe, sobe e desce
num compasso sempre igual:
No centro, um ponto de apoio
prende a tábua horizontal!

Há borrões de sol vermelho
na loira manhã sem par,
e a gangorra não descansa,
sobe e desce sem parar...
A gangorra é como a vida,
nos movimentos que tece;
quando eu desço, você sobe,
quando eu subo, você desce...


Você, que ficou no alto,
não deve de mim sorrir;
você terá que descer,
quando eu tiver que subir!

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