quarta-feira, 31 de março de 2010

UMA BENÇÃO CHAMADA PERDÃO












Inicialmente, chamo a vossa atenção para algumas lições sobre perdão, de vital importancia, nos ensinadas por Jesus:

1. A lição da reciprocidade

Mais, uma vez voltamos a este ponto nesta lição bíblica deste dia, em razão de sua importancia fundamental e de suas implicações eternas. Em resumo, não somos perdoados por Deus, se não perdoamos.
Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores (Mt 6:12)
E, quando estiveres orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas. Mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está nos céus, vos não perdoará as vossas ofensas. (Mc 11:25,26)
Perdoar é ministrar vida e misericórdia. Se não perdoamos, seremos alvo do juízo divino, com um surpreendente detalhe: juízo sem misericórdia, conforme lemos em Tiago 2:13 Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia, e a misericórdia triunfa no juízo.

2. A lição da sinceridade

Quantas pessoas que dizem: Eu perdoo, mas não esqueço...perdoo mas, estou cheio de ressentimentos...perdoo, mas não consigo olhar para a pessoa que me ofendeu, etc. Este tipo de perdão, não é o ensinado por Cristo. Imaginemos, se Deus nos perdoasse assim.
O perdão incondicional e sincero é aquele ministrado de todo o coração. Assim vos fará também meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as ofensas (Mt 18:35)

3. A lição da longanimidade

Um coração cheio de perdão é um coração longanimo, isto é paciente. Quando Pedro perguntou a Jesus, quantas vezes deveriamos perdoar o nosso ofensor. Interessante é que ele nem espera a resposta do Mestre, e já faz outra pergunta: Até sete vezes.
Pelas páginas do Evangelho, sempre encontramos um Pedro ríspido e duro, mas neste caso, muitos diriam, que ele foi até bem generoso. (Mt 18:21)
Pedro, como todo judeu de seu tempo, eram ensinados que uma pessoa devia perdoar o seu ofensor tres vezes. Pedro deve ter pensado: Bem, o usual é tres...Mas, eu multiplico por dois e ainda acrescento mais um, e dá sete. Isto é mais que generoso.
Para sua surpresa, Jesus lhe diz: Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete.(Mt 18:22). Em outras palavras, Jesus nos ensina que o verdadeiro perdão é ilimitado, sendo isto somente possível, quando estamos em Cristo, cheios de seu amor e graça (Fl 2:1-5)

4. A lição da resposta da oração

Um número considerável de crentes, cujas súplicas e orações não são respondidas por Deus, em decorrencia da falta de perdão no coração.
E, Jesus respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus. Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito. Por isso, vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis e te-lo-eis.
E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas.
Mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está nos céus, não vos perdoará as vossas ofensas. (Mc 11:22-26)


Pensemos agora nos resultados maravilhosos, quando o perdão é ministrado:

AS BENÇÃOS DO PERDÃO

1. Acesso ao perdão divino

Ao perdoar, imediatamente desfrutamos o perdão de Deus em nossa vida. O Salmo 130:4 declara que com Deus está o perdão, e sabendo disto, perdoemos para que o perdão para nós jamais seja retido por Ele, em decorrencia de nossa falta de perdão (Cl 3:12,13)

2. Plena liberdade em Cristo

O perdão tem o poder de libertar o ofendido e o ofensor. Liberta o ofendido da mágoa e do rancor e o ofensor, de uma consciencia culpada, que tantos males provoca a sua vida.
Perdoar é como soltar as amarras do navio e deixá-lo navegar em mar aberto.
Com o perdão liberado, ambos entram pela Porta, que é Jesus (Jo 10:9) e desfrutam de tres grandes bençãos:
-Salvação – quem entrar por mim, será salvo
- Liberdade espiritual – entrará e sairá
-Alimento da Palavra – e achará pastagens
Irmãos, não nos privemos destas bençãos, mas vivamos o pleno perdão.

3. Saúde integral

O perdão não somente traz saúde para a alma e espírito, mas também para o corpo físico.
Quantas pessoas, por não perdoarem, levam por anos e anos uma vida de frequentes enfermidades, tais como: Cefaléia, constantes dores pelo corpo, hipertensão arterial, úlceras estomacais, etc...
Pesquisadores da Universidade de Stanford, desenvolveram um estudo em 259 pessoas que estavam enfermas, ministrando a elas o valor do perdão para uma vida feliz. Trabalharam com este grupo por seis semanas. Ao término das palestras, chegaram ao incrível resultado:
- diminuição de dores de toda a ordem, desaparecimento do stress emocional e dores nas costas, cura de enxaquecas, volta a normalidade da pressão arterial.
Perdoar é o caminho mais rápido para melhorar a qualidade de vida, não nos esqueçamos disso. A falta de perdão adoece, o perdão traz alegria e esta por sua vez, é a medicina divina para nos curar.
O coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos. (Pv 17:22)


4. Comunhão restaurada

O Salmo que celebra a comunhão entre os irmãos é o Salmo 133, onde o rei Davi alegra-se pela benção de ver unidos os irmãos. Enquanto preconceitos e discórdias, fragmentam a comunhão fraternal, por sua vez o amor e o perdão agem como divina argamassa que une uns aos outros.
Quando o perdão triunfa sobre a razão de cada parte, o Nome do Senhor é glorificado e a comunhão é restaurada.
Revestí-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão e loganimidade. Suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro, assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revestí-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição. (Cl 3:12-14)


CONCLUSÃO

“Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como Deus vos perdoou em Cristo.” (Ef 4:32).

Conta uma lenda árabe, que dois amigos viajavam pelo deserto, tudo ia bem até iniciarem uma séria discussão que terminou em agressão física. Um deles, ofendido, sem nada dizer, escreveu na areia: Hoje, meu melhor amigo me bateu no rosto. Seguiram viagem, e logo em seguida chegaram a um oásis, resolveram tomar um banho para se refazerem. O que havia sido esbofeteado começou a se afogar e imediatamente foi salvo pelo seu amigo. Logo após, estando são e salvo, pegou sua faca e escreveu numa das rochas que ali havia: Hoje, o meu melhor amigo salvou-me a vida. Intrigado o amigo perguntou: - Por que, depois que bati em seu rosto, você escreveu na areia e, agora, escreveu na pedra ?
Sorrindo, o outro amigo respondeu: - Quando um amigo nos ofende, devemos escrever na areia, onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar; porém, quando nos faz algo grandioso, devemos gravar na pedra da memória do coração, onde nenhum vento poderá apagar.


Pastor Marcos Antonio

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