quarta-feira, 24 de agosto de 2011

NOSSA OFERTA DEVE TER A MARCA DA PRIMAZIA

PRIMAZIA
A oferta que Deus aceita é a do ofertante que prioriza Deus e seu Reino

Em 2 Cronicas 2,  o rei Salomão nos concede preciosas lições de que devemos colocar Deus e seu Reino em primazia em nossa escala de prioridades,  vamos a elas:

1.  Eu decido se vou dar a primazia a Deus ou não.  Note o que diz o texto bíblico: “E determinou Salomão edificar uma Casa ao Nome do Senhor...”(2 Cr 2:1)     Ninguém o fará por mim;  devo decidir a colocar  Deus em primeiro lugar.

2.Se desejo dar a primazia a Deus,   a Casa dele vem antes da minha:
“E determinou Salomão edificar uma Casa ao Nome do Senhor, como também uma casa para o seu reino.” (2 Cr 2:1)
A título de observação, nota-se no primeiro Livro dos Reis, que no capítulo 6, Salomão edifica a Casa de Deus (Para ele, priorizar a Deus significa: Primeiro o Senhor e sua Obra);   e somente no capítulo seguinte, o capítulo 7,  Salomão constrói sua casa.
É evidente que quando coloco o Senhor e seu Reino em um plano secundário em minha vida, estou dizendo: “Senhor, primeiro vem as minhas coisinhas, se sobrar tempo e dinheiro, depois eu faço algo para ti”. 
Voce sabia que a honra tem como um de seus fundamentos – a primazia para o alvo de nossa honra (Mt 6:33).
Deus continua dizendo: “Se voce cuidar da minha Casa, Eu cuido da tua!”

3.Todo aquele que dá a primazia a Deus e seu Reino, quer sempre dar o seu melhor:  “E a Casa que estou para edificar há de ser grande, porque o nosso Deus é maior do que todos os deuses.” ( 2 Cr 2:5)
Soube de um irmão que doou um carro estragado para uma igreja, e no mesmo pacote veio os débitos de IPVAs vencidos, e mais de 20 multas.  Isto não é oferta,  isto é presente de grego.
E,  aqueles nossos abençoados irmãos, que ao ouvirem um apelo para socorro aos necessitados, entulham o departamento de Assistencia Social da igreja, com trapos e farrapos, com sapatos furados e sem cadarços,  calças rasgadas, camisas cujos colarinhos parecem que passaram pela casa do rato,  agasalhos tão desbotados que não serve para vestir nem espantalho de roça.     Estes “queridos”, muitas vezes, ainda tocam a trombeta, e dizem para todo mundo que estão ajudando a Obra de Deus.

Uma das virtudes que muito aprecio no meu querido amigo, pastor Silas Malafaia, é o seu constante desejo de fazer o trabalho do Senhor com excelencia.  Ao atender a visão dada por Deus para abrir igrejas pelo torrão brasileiro, sempre diz:  “Não vamos abrir portinhas, templos caindo aos pedaços,  vamos fazer o melhor, vamos fazer com excelencia,  é pra Deus!”

Salomão amava a excelencia, e  assim construiu a Casa de Deus.
 Em 2 Cronicas 2:7, lemos que ele usou a melhor mão de obra, os melhores profissionais da época.  “Manda-me, pois, agora um homem sábio para trabalhar em ouro, e em prata, e em bronze, e em ferro, e em púrpura, e em carmezim, e em azul;   que saiba lavrar ao buril,  juntamente com os sábios que estão comigo em Judá e em Jerusalém, os quais Daví, meu pai preparou.”

Em 2 Cronicas 2:8, diz que ele usou o melhor material.  Nada de madeira velha, de segunda;   nada de madeira carunchada ou podre.  Salomão usou o melhor.  Porque quem honra faz o melhor !     “Manda-me também madeira de cedros,  faias, e algumins do Líbano...”
Jamais esqueço de uma linda experiencia que experimentei do Senhor, quando trabalhava pastoreando uma pequena igreja na cidade de Lakeland, no Estado da Florida, Estados Unidos.   Tinhamos poucos recursos, e não podíamos pagar alguém para fazer a limpeza do templo.  Então, fazia com minha querida esposa Elienai, todo trabalho de limpeza da Casa de Deus.  
Certo dia, quando estava lavando os banheiros; estava ajoelhado para facilitar a limpeza do vaso sanitário;  ouvi nitidamente a voz do Senhor:
- Meu servo, voce ama pregar a minha Palavra ? 
- Sim, Senhor!  Tu sabes que prego tua Palavra com todo amor que tenho por Ti Senhor. – lhe respondi.
O Senhor então, disse-me mais:
- Marcos, Limpe este banheiro como voce prega!  Porque isto voce também está fazendo para mim.
Honrar e priorizar a Deus e sua Obra, significa darmos o nosso melhor para Ele.

Em 2 Cronicas 2:9,   aprendemos com Salomão, que somente quem dá a primazia ao Senhor e ao seu Reino, consegue vislumbrar as grandiosas bençãos que virão certamente.
“... porque a Casa que estou para fazer há de ser grande e maravilhosa.”

1.     Todo aquele que dá a primazia a Deus e seu Reino, jamais dá a sobra ao Senhor
  Provérbios 3:9, nos fala de honrar ao Senhor com todos os nossos bens e com as  “primicias” de toda a nossa renda.  E, primicias falam de primeiros frutos,  primeira produção, Os primeiros animais que nascem de um rebanho.     Tanto é que Abel trouxe para Deus suas primicias:  “Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste.  Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta.”  (Gn 4:4)
Pastor Valdomiro Mota, conta que fora convidado para almoçar na casa de um irmão de sua igreja.  No caminho para o almoço, pastor Valdomiro perguntou ao irmão, se o mesmo era dizimista.
A resposta foi imediata:
- Como ser dizimista, se nunca sobra...  O dia que sobrar, então eu dizimarei.
Após terem almoçado, o pastor, pegou prato por prato da mesa, e foi colocando todas aquelas sobras, em seu prato;  e insinuou que ia comer.   O irmão, na mesma hora o interpelou:
- Por favor pastor!  Temos comida em abundancia,  porque o senhor quer a sobra?...
Pastor Valdomiro responde-lhe com singular sabedoria:
- Não, meu irmão, não pretendo comer a sobra.  A caminho de sua casa,  o irmão me disse que o dia que sobrar, então o irmão dizimaria para Deus.   Eu sou seu pastor, humano, mortal e limitado;  para mim voce não concorda em dar a sobra...E, como voce quer dar a sobra pra Deus ?
Todos já ouvimos falar na famosa Aveia Quaker em, mas poucos sabem quem fundou a empresa ou conhecem a história de sua prosperidade.
Há mais de cem anos, Henry P. Crowell contraiu tuberculose e ficou sabendo que nunca concretizaria sua ambição de tornar-se pregador. Depois de ouvir um sermão de Dwight L. Moody, ele orou: "Senhor, não posso ser pregador, mas posso ser um bom comerciante. Se me permitires ganhar dinheiro, eu o usarei para Teu Serviço."
Um médico aconselhou o jovem Crowell a trabalhar ao ar livre. Ele seguiu o conselho e, depois de sete anos, reconquistara a saúde. Comprou então o pequeno e desmantelado moinho Quaker, em Ravenna, Estado de Ohio. O empreendimento prosperou e, leal à sua promessa, Crowell devolveu fielmente o dízimo. Dentro de dez anos, a Aveia Quaker era um nome conhecido. Durante os 40 anos seguintes, Crowell deu 60 a 70 por cento de sua renda para a causa de Deus!
Henry P. Crowell  é um fiel exemplo de que aquele que coloca Deus e sua Obra em primazia, será alvo certo do derramar das bençãos. 
Quem já não ouviu falar no creme dental Colgate. O dentifrício é apenas um dos produtos das indústria, hoje denominada Colgate-Palmolive, cuja história remonta a 1806, nos Estados Unidos.
William Colgate (1783-1957), filho de uma família de imigrantes ingleses, residentes no interior dos EUA, era ainda muito jovem quando foi tentar a vida em Nova Iorque. Criado em um lar protestante, já conhecia as Escrituras, mas foi longe de casa que as palavras de Jacó, registradas no texto de Gênesis 28:20-22, calaram fundo em seu coração. Decidido a colocar Deus em primeiro lugar em sua vida, fez um voto semelhante ao do patriarca bíblico e prometeu que daria ao Senhor o dízimo de cada dólar que conseguisse ganhar, quando começou a trabalhar em uma pequena manufatura de sabão.
Dois anos depois, William Colgate decidiu começar um negócio próprio, fabricando velas e sabões. À época, esses produtos eram tradicionalmente feitos em casa, para consumo próprio, mas o jovem estava determinado a apostar nesse mercado, ainda que incipiente, e foi em frente. Apostando na qualidade de suas mercadorias e nos preços acessíveis aos consumidores em geral, em poucos anos já estava produzindo além de sabões, outros artigos para higiene pessoal.
Sempre fiel nos dízimos, com o crescimento da empresa, mandou que seu contador abrisse o que chamou de "conta do Senhor", para onde deveriam ser destinados rigorosamente 10% de todo o faturamento da empresa. Conforme os negócios prosperavam, ele passou a creditar naquela "conta" 20% do faturamento, depois 30%, 40%, e, por fim, 50% dos lucros de sua empresa eram dedicados ao Senhor e à Sua Obra.
Instituições evangélicas - principalmente agências missionárias, além de universidades e seminários teológicos norte-americanos - foram grandemente beneficiadas pelo diácono William Colgate, como era conhecido. A prosperidade jamais abandonou, e ele era conhecido como um dos homens mais ricos de Nova Iorque no século 19. 
Depois de sua morte, seus filhos, também cristãos fiéis, continuaram a ofertar liberalmente para a obra. Hoje, 200 anos depois, o empreendimento iniciado por ele, embora já não siga os mesmos princípios, continua a existir, e seu exemplo de vida tornou-se uma fonte inspiradora para cristãos de todo o mundo.
Colgate é um exemplo  para todos aqueles que desejam ter,  a primazia para Deus,  como a marca em seus dízimos e ofertas.

Pastor Marcos Antonio

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